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Step by step

Então… minha última semana no trabalho. Foram cinco anos muito felizes e isso não é pieguice. É claro que houve momentos de desânimo, comum a qualquer trabalho. Mas as férias chegavam e tudo se resolvia. Aprendi muito com os petrofriends e vou levar grandes amizades pra vida toda.

E a partir de sábado, estou em férias! Espero que não por muito tempo, mas vou curtir cada momento do meu ócio criativo. Só em saber que vou ficar duas semanas inteirinhas com meus pais, dá uma alegria sem tamanho. Ontem pedi pra minha mãe me esperar com salada de fruta e bolo de limão. Desejos de uma filha muito saudosa.

A segunda parte das minhas férias será ao lado do marido, em frente à praia. Prometo que vou bater ponto lá todos os dias, como se fosse uma obrigação trabalhística. Depois conto aqui sobre os livros que já estou separando pra ler com a brisa no rosto.

Mas como nem tudo é moleza, depois vai ser um tal de procurar apartamento, arrumar mudança… um trabalho gostoso, que marca o início de uma nova vida. E tudo isso ainda vai ser regado por uma viagem a Foz do Iguaçu. Sempre fui louca pra conhecer as Cataratas e não tive dúvidas quando o marido perguntou se eu preferia Costão do Santinho ou Foz. Que dilema diliça de resolver, né?

Bora acompanhar essas mudanças por aqui? Prometo contar tudinho.

Desejos consumistas

Quero, preciso, necessito de um Kindle! Não ligo pra Ipod, Iphone, só quero o Kindle… Alô Papai Noel, Coelhinho da Páscoa?


*Atualização: Ah, entendi. Foi só eu sonhar com o kindle que o Steve Jobs lança o Ipad… confesso que tenho um apego emocional com o primeiro, mas não descarto a possibilidade do segundo, ok? Ouviu, papai noel? :)

Quatro em um

Esse tempo longe do marido tem me ensinado muitas coisas. É uma mistura de sentimentos intensos, que vou tentar resumir abaixo:

- “Não há você sem mim, eu não existo sem você”. Vinicius, que sempre adivinha meu pensamento, descreve exatamente o que sinto. É doído demais ficar sem ele por perto. O alcance do telefone nunca será o alcance das mãos.

- “A vida sem um amigo seria tão difícil, nem dá pra imaginar”. Não dá nem pra explicar o carinho que tenho recebido dos amigos nesse tempo. São tantas demonstrações de cumplicidade que eu jamais conseguirei retribuir. Guardo meus amigos a sete chaves e deles não abro mão.

- “Os mais belos montes escalei”. A contagem regressiva no trabalho tem sido uma mistura de ansiedade e nostalgia antecipada. Vou sentir muita falta dos almoços, das idas à Maria Filó, das conversas e de tudo o que aprendi nesses cinco anos. Gratidão sem tamanho.

- “Não te mandei eu? Sê forte e corajoso, não temas nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares”. É assim que começo daqui a algumas semanas uma vida nova. E como é bom ter essa certeza comigo!

Sem chão


Triste, muito triste essa tragédia no Haiti. E tenho certeza de que nenhuma foto, vídeo ou relato consegue descrever o que restou do país. Penso em cada filho, marido, irmão, esposa, mãe, pai. O preço de uma família desfeita é muito maior do que o de uma casa que foi ao chão.

Enquanto doía pensar nessa gente tão sofrida, lembrei dessa música do Chico e Vinicius. E peço a Deus que não desvie os olhos deles, jamais.

Gente humilde

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

O Castelo de Vidro

Meu primeiro livro de 2010 já começou especial: um presente recebido daquela amiga-prima que sabe seu gosto, que te conhece de verdade. Comecei a ler no avião, uma excelente desculpa pra quem tem pavor de voar. E não é que deu certo? Nem senti o tempo passar, tão boa é a história da vida de Jeannette Walls.

Não é fácil escrever sua própria biografia. Se eu disser que o livro conta a história de uma menina muito pobre que conseguiu vencer na vida, você compraria? Eu, com certeza, jamais. E é por isso que o livro me impressionou tanto. Em nenhum momento eu senti pena de Jeannette, porque ela mesma não se retrata dessa forma.

A narrativa é tão bem contada que eu me transportei para aquela realidade e, assim como ela, não conseguia sentir raiva do pai bêbado ou da mãe negligente. Talvez porque o pai bêbado era também sonhador e apaixonante; e a mãe negligente era também sensível e amava a liberdade.

Poderia me identificar logo de cara com o livro porque sabia que, no final, Jeannette se tornaria uma jornalista de sucesso. Mas como a maior parte do livro se dá na infância dela, abstraí o fato e me encantei com a criança que ela foi. E com o modo como aquela família via a vida.

Abaixo segue um trechinho especial do livro:

“Nunca acreditei em Papai Noel.

Nenhum de meus irmãos acreditava. Mamãe e papai se recusaram a nos deixar acreditar. Eles não tinham condições de comprar presentes caros e não queriam que nós pensássemos que não éramos tão bons como todas as outras crianças que, na manhã de Natal, encontravam todo tipo de brinquedos bacanas debaixo da árvore, que eram, supostamente, deixados lá pelo Papai Noel. Então, eles nos contaram que as outras crianças eram enganadas pelos pais, que os brinquedos que os adultos diziam serem feitos por duendes que usavam chapeuzinhos com guizos em um ateliê no pólo Norte tinham, na verdade, etiquetas onde estava escrito “Made in Japan”.

— Tentem não desprezar essas outras crianças — dizia mamãe.

— Não é culpa delas se elas sofreram uma lavagem cerebral pra acreditar nesses mitos bobos”.

Quanto mais eu me aproximo dos 30 anos, menos dou valor a coisas que não duram e que não merecem ser lembradas daqui a 30 anos. A história de Jeannette não é auto-ajuda, é um sopro de realidade de quem vê a vida com pés calejados e mãos limpas.

Recados do clima

Gente, deu a louca no clima! Mas bem que ele já estava avisando há tempos… Neve nos EUA e Europa, chuva no Brasil e muitas tragédias. A Natureza mostra sua força frente à tentativa do homem de destruí-la.

Não entendo por que é tão difícil aceitar que, se não fizermos nada, o clima não vai parar de agir contra nós. Afinal, não são mais teses ou previsões: é realidade.

Tirando o sensacionalismo da cobertura jornalística (leia o excelente artigo do Dines aqui), a enchente em Angra dos Reis é um pequeno exemplo de como a ação do homem pode se voltar contra ele próprio. E de como o clima está interferindo até em áreas preservadas (onde, teoricamente, não deveria ter ocorrido deslizamentos).

Parece mais algum tipo de recado da Natureza depois do fracasso de Copenhague. Eu, se fosse a Natureza, daria esse recado também, com certeza. Do tipo: “ah é, vocês acham que é brincadeira, né? Que vocês podem se garantir com essas metas ridículas e achar que vai ficar tudo bem?”.

Uma pena que esse recado custe a vida de tantas pessoas…

Tudo novo de novo

Feliz ano novo, feliz vida nova! 2009 se foi e com ele se encerra um ciclo importante da minha história. Depois de exatos 10 anos em Niterói/ Rio de Janeiro, estou me preparando para uma nova mudança: Santa Catarina me espera!

Foram muitos aprendizados na faculdade, aprendi a me virar sozinha na “cidade grande”, trabalhei muito, me apaixonei, casei. E como não poderia deixar de ser, mudo de estado pra acompanhar o marido. Feliz da vida.

Mais ou menos, é claro. Não é fácil deixar os amigos tão queridos, sem os quais não posso mais viver. Ainda bem que amizade não conhece distância e eu sei bem disso. Minhas amigas da escola são amigas de verdade até hoje, mesmo sem a convivência diária em Cachoeiro.

Ficarei mais longe ainda da família, e isso dá um aperto danado. Nada que um avião não resolva, mas dói um pouquinho mais. Ninguém se acostuma a sentir saudades.

E eu, a mais ansiosa de todas as pessoas do universo, não sei qual será meu destino daqui a alguns meses. Capital, oeste, litoral… ainda bem que o meu Cartão de Visitas já foi na minha frente, olhou debaixo das camas, encheu a despensa de alimentos. Assim aprendi no livro “Deus trabalha no turno da noite”, de Ron Mehl. Quer certeza melhor?

Estava pensando em algo bacana pra escrever neste finzinho de ano e fui me inspirar no blog dos amigos. E que boa surpresa tive ao me deparar com a frase abaixo no blog da Bibi:

Que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve.
Alice Ruiz

É exatamente assim que penso e é isso o que desejo pra todo mundo. Que vivamos a vida de cabeça fresca, com coração aberto e de alma lavada. Que a simplicidade seja regra e não exceção. E que o amor apareça em cada detalhe, em cada simples tarefa, em todo gesto. Feliz 2010!

Viver a (minha) vida

2009 acabou mesmo, né? Tudo o que consigo fazer até o dia 31 parece nada perto do que já fiz o ano todo, mas… missão cumprida (e comprida também)! É tão, tão bom perceber que o ano está terminando e eu aprendi tanta coisa, acertei, errei, chorei, sorri. Uma amiga disse que seu 2009 foi precioso e eu adorei essa descrição.

O melhor é saber e sentir que 2010 será ainda melhor. Pode ser uma visão Polyana da vida, mas prefiro assim acreditar. Não, não vivo num mar de rosas, tenho problemas como todo mundo, sofro de TPM como qualquer mulher. Mas foi tão bom sentir o cuidado do meu Pai, aquele que nunca abandona a gente, em todos esses momentos…

Mesmo quando eu não percebia, mesmo quando a ansiedade tomava conta de mim, mesmo quando eu não entendia a espera. Hoje, quando posso olhar pra trás e entender perfeitamente o porquê de tudo, mais uma vez constato o óbvio: Deus cuida de mim e na sombra das Suas asas!

O que de mais importante aprendi nesse ano foi permanecer com o coração agradecido, mesmo quando o horizonte está nebuloso. Quando a coisa tá preta, todo mundo apela pra Deus, como talvez um último recurso, uma última esperança. Mas eu não sou assim, que bom! Quantas vezes vim pro trabalho cansada do trânsito, mas agradecendo a Deus por ter um emprego, por poder me locomover com conforto e por ter um casa, que é longe, mas é minha!

Acho que o Manoel Carlos é um pouco culpado desse meu momento-reflexão. Eu amo as novelas dele por causa das poesias, dos diálogos longos, do texto requintado. E os depoimentos no final da novela têm me ensinado muito. Pode ser piegas, mas às vezes a gente não percebe o quanto é abençoado em simplesmente poder andar, comer, ter saúde… essas pequenas coisas que fazem toda a diferença.

Um coração agradecido sabe ver nos problemas um aprendizado. E isso não tira o sofrimento, mas dá uma certeza absurda de que vai passar. E como é bom viver a vida com esse olhar!

Então… estou de volta!

Gente, se nada acontecer com o Arruda e cia, juro que vou desistir de acompanhar a política no Brasil. Quanta vergonha alheia! Acho que o que mais me choca nas imagens é a expressão do rosto deles: aquela alegria incontida, uma naturalidade impressionante, como se estivessem escovando os dentes ou abrindo uma lata de palmito.

É feio, é imoral e, uma pena… é Brasil.

Ainda curtindo o filhote recém-nascido: aí vai uma foto especial da grande noite de lançamento do novo www.petrobras.com.br. Equipe da Petrobras + galera da W3 Haus, agência que desenvolveu o site.

Os vídeos do site, que contam histórias emcionantes, são da Colmeia, outra grande parceira. Confiram abaixo um deles.

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Uma noite inesquecível

O lançamento do novo site Petrobras Brasil (www.petrobras.com.br) vai ficar na história da empresa. E na minha história, principalmente. Muito trabalho, dedicação e esforço resultaram num site muito bacana em todos os sentidos.

Pra quem entende de comunicação digital ou não, vale a pena acessar. Porque nós transformamos ideias em histórias reais.

SDC13235

Desejos para 2016

Foto: www.oglobo.com.br

Foto: www.oglobo.com.br

- Que o Rio de Janeiro continue ainda mais lindo

- Que nossos governantes aproveitem esse momento tão importante para repensar seus atos

- Que a corrupção seja uma exceção

- Que investimentos sérios nos esportes olímpicos realmente aconteçam

- Que haja menos violência e mais policiais

- Que haja mais alegria

- Que haja mais esperança

- Que haja mais brasileiros com orgulho do nosso país.

E desejo ainda, para hoje, que os EUA aprendam que não se consegue tudo com lobby e trapaça.

É tão bom quando a gente trabalha em algo que acredita e consegue ver os resultados!

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