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Ainda curtindo o filhote recém-nascido: aí vai uma foto especial da grande noite de lançamento do novo www.petrobras.com.br. Equipe da Petrobras + galera da W3 Haus, agência que desenvolveu o site.

Os vídeos do site, que contam histórias emcionantes, são da Colmeia, outra grande parceira. Confiram abaixo um deles.

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Uma noite inesquecível

O lançamento do novo site Petrobras Brasil (www.petrobras.com.br) vai ficar na história da empresa. E na minha história, principalmente. Muito trabalho, dedicação e esforço resultaram num site muito bacana em todos os sentidos.

Pra quem entende de comunicação digital ou não, vale a pena acessar. Porque nós transformamos ideias em histórias reais.

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Desejos para 2016

Foto: www.oglobo.com.br

Foto: www.oglobo.com.br

- Que o Rio de Janeiro continue ainda mais lindo

- Que nossos governantes aproveitem esse momento tão importante para repensar seus atos

- Que a corrupção seja uma exceção

- Que investimentos sérios nos esportes olímpicos realmente aconteçam

- Que haja menos violência e mais policiais

- Que haja mais alegria

- Que haja mais esperança

- Que haja mais brasileiros com orgulho do nosso país.

E desejo ainda, para hoje, que os EUA aprendam que não se consegue tudo com lobby e trapaça.

É tão bom quando a gente trabalha em algo que acredita e consegue ver os resultados!

Vote na equipe SELEÇÃO FEMININA

Coisas de casa

famíliaEstava aqui lembrando de como é bom rever minha família. Incrível como a maioria das coisas não muda nunca e por isso mesmo elas se tornam tão especiais.

Minha irmã Lara comentou no post abaixo sobre o vestido que ela me “emprestou”. Isso sempre acontece! Quase nunca volto pro Rio sem alguma coisinha dela, por menor que seja. Adoro usar argumentos do tipo “esse vestido é totalmente o meu estilo e não o seu” ou “te dou R$ 20 por ele, topa?”. É claro que eu morro de rir por dentro, mas levo toda a negociação super a sério.

Aliás, outra coisa que sempre acontece: nunca levo roupas pra lá. No máximo, calcinhas e sutiãs. Dessa vez, acho que exagerei: logo que acordei, tive que sair pra encontrar minha irmã Aline. Olhei pra minha mãe, ela estava com um vestido que eu já tinha usado. Falei: “mãe, me dá esse vestido aí”. Ela imediatamente me deu e ainda emprestou a sandália. Coisas que só mãe faz mesmo (e eu aproveito, hihihi).

E as conversas sobre quilos a mais e a menos? Voltei chocada. Minha irmã, já casada e com dois filhos, pesa 54. Lara, agora malhando direto, com 50. Minha mãe deve estar com uns 60. E eu? 59!!!!! Não dá, né? É muita humilhação… Resultado: decidi cortar de vez o refrigerante e comer chocolate só no fim de semana. (Detalhe: ontem comi uma colher de brigadeiro na casa da Marcita, não consegui vencer a tentação. Mas resisti no refrigerante!).

Cabelos são um assunto à parte. Elas não conseguiram entender o conceito do meu. Um estilo moderno, super in. Que elas chamaram de “Chitãozinho e Xororó”. Deve ser coisa de quem mora em cidade pequena, elas não estão acostumadas com tamanha ousadia :) . Para revidar a implicância (ADORO!), acabei chamando Lara, carinhosamente, de Carolina (a Dieckman), por causa da franjinha. Não é fofo, nem posso chamar isso de implicância.

Meu pai continua o mesmo, sempre. Futebol, política, igreja. E como fala! A gente fica correndo dele, pra falar de assuntos secretos. Ele finge que não está percebendo, mas fica só de butuca. A gente ri, claro.

Os sobrinhos, cada vez mais lindos, sugam toda a minha energia. Mas como é bom brincar com eles e voltar cheia de dores no corpo, por conta de tanta bagunça. Afinal, tia é pra isso, né?

E o gato? Shamilyco estava com as plaquetas baixas, tadinho. Mas agora já está melhor, só faz um escândalo pra tomar o remédio. Incrível como ele me conhece, sempre pede pra que eu o “acompanhe” nas suas refeições. Um gato-gente!

Enfim, é por essas e outras que eu amo a minha família, mesmo com defeitos e problemas, comuns a qualquer outra. Amo estar com eles, sempre e a todo momento.

denteHoje, 5h30 da matina. Avisto a Cidade Maravilhosa, já com saudades da minha terra. Saio da rodoviária e, para não correr riscos com os taxistas mais mal educados e trambiqueiros do universo, pago R$ 70 para chegar em casa.

Mal humorada por trocar quase o dinheiro da viagem até Cachoeiro por alguns minutos de tranquilidade, entro no taxi. O senhorzinho, suuuper simpático, começa o papo:

_ Semana passada fiz uma prótese no dente, sabe?

Hein? É isso mesmo? Ainda sem acreditar, fiz o clássico:

_Ahã…

Pronto, era a deixa (se bem que qualquer som seria uma deixa naquele momento). Lá foi ele até a minha casa contando dos pinos no dente, da gengiva que sangrou sei lá quantas vezes, da dentadura que não queria usar, da comida que só conseguia mastigar com os dentes da frente.

Sem brincadeira: aquilo começou a me dar um nojo (OK, eu sou fresca), eu não conseguia nem olhar pro taxista pelo retrovisor. Contando os segundos pra chegar em casa, dei bom dia, adeus, até nunca mais.

E assim começou minha segunda-feira chuvosa e cheia de saudades. O alento é sempre o colo do marido. “Você não pode ficar longe de mim”. Isso sim é coisa boa de se ouvir!

Bandeira Viva

O futuro é feito de desafios. Qual é o seu?

www.bandeiraviva.com.br

Bandeira 1

 

Cor do meu dia

Ontem, meu dia começou amarelo. Que delícia encontrar essa linda árvore no caminho para o trabalho!

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Descomplicando

vinicius_de_moraesBasta ler um pouquinho do blog ou conhecer um pouquinho de mim pra saber o quanto eu gosto de poesia. E de Vinicius de Moraes, principalmente.

Sábado, enquanto fazia uma bela faxina na casa para esperar os amigos, assisti ao filme Vinicius, pela enésima vez. E sempre choro, sempre rio, sempre me emociono, não tem jeito.

Como estava limpando a casa, fiquei prestando atenção muito mais no áudio do filme. E percebi alguns detalhes interessantes, que foram mais que suficientes para eu entender o porquê de gostar tanto do Poetinha.

Vinicius era diplomata, extremamente culto, mas foi um poeta genuinamente popular. Ele era o queridinho dos modernistas, pois escrevia sobre o cotidiano, sobre o amor, sobre a alegria. Seus versos falavam de um Rio de Janeiro positivo, encantador, com mulheres belas. E falavam de forma simples, já que ele não era apegado à métrica, mas à rima.

Agregador, Vinicius valorizava muito os amigos. Sua casa, em Petrópolis, era uma “casa aberta”, como disse Edu Lobo, no filme. As pessoas simplesmente chegavam e entravam. Lá se ouvia muita música e se tomava muito uísque. Algumas das músicas mais geniais da Bossa Nova foram compostas nesses encontros entre amigos. Era a materialização do ócio criativo.

Vinicius teve ainda uma fase de extrema importância para a cultura no nosso país, quando escreveu e produziu a peça “Orfeu da Conceição”. Era a história de Orfeu encenada por atores negros, numa favela do Rio de Janeiro. Original, ousado. Ele se dizia o branco mais negro do Brasil e era mesmo.

Por esses detalhes e outros mais, eu vejo em Vinicius todas as características de um artista genial. O Chico, em um de seus DVDs, fala que o Vinicius tinha uma ingenuidade impressionante ao escrever sobre o amor, apesar de ser já idoso. E que ele sabia, como ninguém, acertar em cheio o coração de uma mulher. Isso foi dito pelo Chico, que é conhecido como entendedor da alma feminina (e é mesmo).

É claro que a vida dele não foi perfeita e até isso é muito bem retratado no filme. A bebida, os muitos casamentos e a solidão que ele sentia no fim da vida com certeza não foram assuntos fáceis para ele. Mas isso em nada tira o brilhantismo de sua obra e o legado da sua arte.

Talvez eu goste tanto de suas poesias justamente por causa da objetividade. Não há nada que me irrite mais do que textos filosóficos e confusos. Mil perdões de antemão, mas não consigo engolir Martha Medeiros, Danuza Leão e companhia. Acho a síntese da chatice, só isso.

Para vocês terem uma ideia, olha só o que ele escreveu num livro dado de presente: “Para Antonio Candido, com a mão estendida para a amizade”. Não é lindo, simples e conciso? Bingo pro Vinicius, sempre.

internetExcelente exemplo do que não fazer quando se trata de Comunicação Digital:

O governo lançou o Blog do Planalto. Maravilha, se fosse um blog. Sem possibilidade de comentários, não é blog.

Dois dias depois, a resposta. Alguém criou um blog idêntico, tanto em layout quando em conteúdo, só que com um detalhe: permite comentários. É um blog.

O que seria pior para o governo? Moderar os comentários de forma cordial ou ter que conviver com um blog-clone que tem comentários do tipo “democracia já!”?

De volta pra casa!

novidadeFicar longe do blog tem seu lado bom e ruim, como tudo na vida: o ruim é que eu só não estou escrevendo por falta de tempo mesmo e excesso de trabalho. O bom é que percebi que meus amigos sentem falta do que escrevo!

Dando uma de Polyana, até a questão do trabalho tem seu lado positivo. Estou mergulhada num projeto muito legal, que vai ser mesmo um divisor de águas aqui na empresa. Estamos num pique frenético até outubro, mas aos poucos vou encontrando um tempinho para o blog. Afinal, nem só de horas extras vive uma pessoa. :)

Algumas coisas não mudaram: continuo enfrentando um trânsito medonho todos os dias, dormindo menos do que deveria, ficando mais ansiosa do que gostaria, tendo mais saudade da família que está longe. Mas também tenho novidades: o novo projeto no trabalho, a monografia da pós-gradução (vejam, ao lado, o menu “Estudos Acadêmicos”), o tapete novo pra mesa de casa, o sucesso da minha receita de “frango cremoso” e o acampamento das crianças da UCP, que está chegando e promete ser maravilhoso.

Aproveito para postar uma poesia linda, linda, do Fernando Pessoa:

Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar.
As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas.

Missão cumprida

foto monografiaQue saudade do blog! Minha missão-monografia finalmente terminou e agora posso voltar pra cá, com menos 5kg nas costas! Como pesa essa pressão de ter que escrever 30 páginas em pouco tempo… Assim que receber a nota, coloco aqui meus escritos para quem interessar possa.

Preciso desabafar tanta coisa, boas e ruins. É claro que a gente lembra primeiro das ruins, né? Até já falei sobre esse assunto aqui, mas é impressionante como as pessoas conseguem ser burocráticas em coisas tão simples. Sabe conversar, pedir com educação? Parece que as pessoas se esquecem de que esta fórmula mágica serve para tudo, inclusive e, pricipalmente, quando se trata de adolescentes.

Amor, amor, amor. Trabalhar com amor não tem preço.

Daqui a pouco volto pra cá de novo, tenho muito o que contar.

A Micheliny preparou essa pergunta bastante existencial, mas muito divertida de pensar a resposta. Passou para a Paulinha, que me enviou o desafio. Aceitei e amei!

passarosPianista profissional
Às vezes me pego pensando como seria minha vida se não tivesse abandonado as aulas de piano. Estaria hoje em Cachoeiro, dando aulas no Conservatório de Música? Ou teria viajado o mundo, tocando em alguma orquestra famosa?

Amiga de Vinicius de Moraes
Queria muito ter vivido na época do Poetinha. Imagina o que era curtir as tardes na praia de Ipanema ao lado de um dos maiores poetas que já existiu?

Professora de crianças
Esse desejo eu realizo em parte, com as crianças da igreja. Mas, quando era pequena, queria muito ser professora de escola, elaborar provas, fazer chamada, corrigir tarefas. Tanto que essa era a minha brincadeira favorita.

Personagens dos livros que li na infância
Eu amava pensar que poderia ser o personagem favorito dos livros que lia. Já fui as mocinhas da Coleção Vagalume, a Magrí do Pedro Bandeira, a Bonequinha Preta, o Reizinho Mandão… Minha imaginação não tinha limites!

Adolescente pra sempre
Se pudesse, queria ter parado nesta época da minha vida. Acampamentos, amigos da escola, pais por perto, irmãs no mesmo quarto. Uma delícia!

Meus convidados:
Bia – Bibidebicicleta
Vivi – Digital Nosso
Bia – Macaquinhos no Sótão
Rafa – Livrinho
Lessa – Lessa27

Conheci a literatura de cordel há não muito tempo, na faculdade. Apesar de ter estudado em excelentes escolas na minha cidade, nenhuma delas me apresentou este maravilhoso universo.

Quadro cordéis

Minha sala tem dois lindos quadrinhos de xilogravura, comprados em Porto de Galinhas

Rapidamente recuperei o tempo perdido e me apaixonei por esse estilo poético e despojado de fazer jornalismo. Sim, considero o cordel um jornal poético, crítico e irreverente. Afinal, o jornalista precisa ser, em sua essência, um bom contador de histórias.

Minha paixão pelo cordel aumentou ainda mais depois que conheci a Paulinha. Além de amiga do trabalho, ela faz parte da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) e rala pra caramba por lá. O Jorjão, que poderia só ser um excelente artista plástico, é também marido da Paulinha, membro da ABLC, faz lindas xilogravuras e ainda escreve cordéis!

A peça mais comentada da minha casa: obra de arte do J. Victtor.

A peça mais comentada da casa: obra de arte do J. Victtor.

Sempre achei que a literatura de cordel tivesse nascido no Nordeste do Brasil, mas a Paulinha me explicou que não. Na verdade, o cordel nasceu em Portugal e rapidamente se espalhou pela Europa. Lá, ele não era associado às classes mais pobres e funcionava como um jornal mesmo.

Quando o cordel chegou ao Brasil, foi no Nordeste que ele encontrou seu público mais fiel e logo ficou conhecido como poesia popular. Os grandes cordelistas do nosso país têm, em sua maioria, origem bem humilde e um talento incrível. São uma parte riquíssima da nossa Cultura e é uma pena que muita gente desconheça ou sequer tenha lido um cordel.

Abaixo está um trecho de um cordel escrito pelo Jorjão, que assina J. Victtor. É ou não é uma obra de arte? Uma delícia de ler e de ouvir.

Favela

O amigo aí sentado
apreciando o cordel
no apartamento próprio
ou mesmo de aluguel
tem noção que o nosso lar
é bem melhor que um hotel.

Porém, saia do sofá
e escancare a janela
que você provavelmente
vai fitar uma favela
onde o perigo é mais um
morador de sentinela.

As casas amontoadas
sem pintura ou proteção
bem na ponta dos barrancos
sujeitas a escorregão
são lugares de pessoas
sem direito à ambição.

O ser humano não foi
criado para morar
de tão decadente jeito
num inóspito lugar
que não tenha outro modo
de assim os acomodar.

A sala não estaria completa sem Vinicius de Moraes.

A sala não estaria completa sem Vinicius de Moraes.

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