Minhas aventuras no Fórum Social Mundial

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Aproveitando o gancho, vou contar um pouco sobre minha ida ao Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (a foto acima é do site do evento). Esta foi uma experiência muito singular e marcante pra mim. Era a 2ª edição do evento, em 2002, quando eu e meus amigos da faculdade resolvemos embarcar nessa “aventura antropológica”. Isso a uma semana do início do Fórum.

 

Foi uma correria só: fazer a inscrição no Acampamento Mundial da Juventude (sim, nós acampamos durante sete dias!), arranjar credenciais de imprensa (fomos como jornalistas da TV UFF) e passagem de avião. Mas estávamos empolgadíssimos.

 

Ao chegar lá, meu sentimento era de total encantamento com aquela multiplicidade de idéias, de culturas, de pessoas. No acampamento, por exemplo, ficamos ao lado da barraca do MST, que abrigava famílias inteiras, já acostumadas àquela rotina para nós tão desgastante.

 

Como já estagiava na época, fui incumbida também de trazer matérias para o Caderno de Educação da Folha Dirigida, e por isso tive a oportunidade de entrevistar muitas pessoas do acampamento. Lembro-me de ter conversado com um senhor, médico de Porto Velho, que na juventude havia sido líder estudantil. Tirou férias só para ir ao Fórum e ver de perto o que era, para ele, uma volta no tempo.

 

Com credencial de imprensa, tivemos acesso a todos os debates, painéis e principais eventos do Fórum. Logo no primeiro dia, demos um jeito de ir à coletiva do Lula, então candidato à presidência. Hoje pode parecer piegas, mas pra mim foi muito emocionante ver o Lula, Dirceu,  Mercadante e Suplicy de perto. Naquela época, a esperança de mudança era iminente. Era impossível ficar alheio àquele clima.

 

Fora os intelectuais estrangeiros, dos quais muito tinha ouvido falar nas aulas da faculdade: Boaventura Sousa Santos, Chomsky, Ramonet, e tantos outros. Perdi as contas de quantas fitas usei para gravar as palestras. Aliás, tenho todas elas até hoje.

 

Em meio à tietagem e até um certo deslumbramento, confesso; vivi intensamente os dias do 2º Fórum Social Mundial. Voltei louca pra colocar no papel tudo o que tinha visto e ouvido. Como nunca fui muito de farras, posso dizer que participei mesmo dos eventos, das caminhadas, dos discursos. À beira do Guaíba, na Porto Alegre de 2002, era muito forte a certeza de que “um outro mundo era possível”.

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  2. Também estive no Fórum Social Mundial em 2002, foi um das experiências mais incríveis da minha vida.Lembro o que vc escreveu foi como reviver o que vivenciei por lá,nem liguei para farra, estava animada com tanta infomação,tantas palestras maravilhosas,oficinas…foi demais!

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