Um pouco de Drummond

Padrão

A poesia de hoje é uma das minhas preferidas do Carlos Drummond de Andrade, entitulada “Memória”:

 

Amar o perdido

Deixa confundido

Este coração.

 

Nada pode o olvido

Contra o sem sentido

Apelo do não.

 

As coisas tangíveis

Tornam-se insensíveis

À palma da mão.

 

Mas as coisas findas

Muito mais que lindas

Essas ficarão.

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