Amor de irmãs

Padrão

O sonho de meu pai era ter um time de futebol de salão de meninos. Ironia do destino, teve três meninas: Aline, Lívia e Lara. Os nomes quem escolheu foi minha mãe, que queria que fossem pequenos e fáceis de aprendermos a escrever na escola. E principalmente, nomes que não permitissem colocar-nos apelidos. Ironia do Destino Dois: viramos Nininha, Livinha e Larinha.

 

Amor de irmã é amor diferente. A falta de um irmão foi compensada pela cumplicidade entre nós três. Somos parecidas? Fisicamente, creio que sim, foi uma mistura boa de uma italiana com um português. Mas as personalidades…

 

 

Nininha, por ser a mais velha, sempre foi a mais centrada, responsável e calma. Era muito difícil vê-la discutindo com meus pais, ao contrário; ela sempre recorria ao “Maaaêêê, olha Lívia aqui!!!”. Larinha, a caçulinha do papai, foi a mais mimada, a que tinha sempre tudo ao alcance das mãos. Por isso tem um gênio forte, ninguém pode contrariá-la, porque senão ela vira uma fera. Mas é a mais amorosa de todas. E eu, o recheio do sanduíche (minha mãe sempre diz isso), fui a rebelde da casa, a implicante e também a mais brincalhona. Meu lema, até hoje, é: Argumentar, argumentar e quando ouvir um NÃO, argumentar mais!

 

A nossa diferença de idade é de exatos quatro anos: 28, 24 e 20, completaremos este ano! Hoje, estamos separadas: Nininha casou, mora em Recife e ano passado nos deu de presente o príncipe da família: Guilherme. Larinha reina na casa (“Virei filha única”, diz ela), mas também agüenta sozinha as, digamos, peripécias do meu pai. Eu moro em Niterói e, pelo jeito, vou ficar por aqui, já que fui fisgada por um carioca e tenho um bom emprego.

 

Apesar da distância e talvez também por causa dela, somos muito unidas e amigas, confidentes. Cada uma ajuda a outra como pode, intercedendo junto aos pais, quando não querem deixar Larinha sair com o namorado, ou simplesmente ouvindo os problemas do dia-a-dia. Nada que um bom telefonema ou um e-mail carinhoso não resolvam.

 

Aliás, os namorados são um episódio à parte. Meu pai, o mais machista de todos, dizia que só namoraríamos aos 20. Ironia do Destino Três: Nininha começou com 14, eu com 13 e Larinha… bem, Larinha foi “prometida” aos 11. Mas essa é outra história…

 

E sem parecer piegas, se pudesse ter escolhido as irmãs que gostaria de ter, decidiria exatamente por elas. Com certeza. Amo vocês!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s