Pitaco diplomático

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Meu pitaco de hoje tem grande ajuda da Luanda, namorada do Felipe, um grande amigo do Marcos. O evento era um churrasco, mas nosso assunto era política. Falávamos sobre o caso do brasileiro seqüestrado no Iraque e da demora do Itamaraty em agir em favor dele. Mas segundo Luanda, o que aconteceu foi o seguinte, nas minhas palavras:

 

– O Itamaraty ficou numa tremenda saia justa, porque houve uma grande contradição nessa história toda. Primeiro, o ministro Celso Amorim é categórico em dizer que o Brasil não apóia a guerra no Iraque. Até aí tudo bem. Mas depois, quando os EUA venceram a guerra, o Brasil bateu o pé para ter também uma “fatia” do Iraque, terra tão promissora. Aí entra a contradição: se o Brasil não apoiou a guerra, então tudo o que vem dela também é ilegítimo, certo? Não para o governo. E a coisa ficou pior com o seqüestro do brasileiro, pois agora Celso Amorim tem que dar as caras de novo, desta vez para dizer que o Brasil sempre foi contra a guerra no Iraque.

 

Entenderam a confusão criada?

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