Buenos Aires – parte II

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Promessa é dívida, volto para falar mais de BsAs. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi o tipo físico dos argentinos. Os homens são todos iguais: sobrancelhas grossas, cabelos sempre com “mullets” e, em geral, estatura mediana. Há, claro, os que têm mais cara de índio, bolivianos, essa mistura. Mas é incrível como a imensa maioria tem cabelos compridos. Os taxistas então, 100%.

 

Falando em táxi, não há como não reparar neles. Todos os carros são muito velhos, eu tinha a sensação de que ia ficar no meio do caminho a qualquer hora. A compensação é que as corridas são muito baratas, vale a pena.

 

A comida… bem, a comida foi pra mim um dos pontos fracos da Argentina. Alguns vão me chamar de louca, certamente, mas eu não agüentava mais olhar para aqueles e-n-o-r-m-e-s bifes de chorizo, com aquela capa de gordura e praticamente crus. Confesso que sou meio enjoada para comer, mas foi difícil encontrar uma boa massa ou uma pizza que forrasse o estômago em terras portenhas.

 

Para equilibrar, descrevo agora um dos pontos fortes: o futebol e toda a rivalidade que o cerca. Sempre que mencionávamos aos taxistas que éramos brasileiros, eles logo faziam alusão ao futebol, Pelé, Maradona… É impressionante como o Maradona é idolatrado lá. Muito mais que o Pelé aqui. No Brasil não se vê cartazes do Pelé pelas ruas. Mas lá, pra onde se olha há um retrato do Maradona.

 

Fiquei realmente emocionada ao visitar o La Bombonera. O estádio é lindo e a estrutura é ótima. Dentro há um museu com todos os troféus do Boca Juniors e lojas com todo tipo de camisas e acessórios do time (a preços bem salgados, há que se dizer). Pena que não tinha nenhum jogo no dia, certamente seria mais emocionante ainda.

 

O tango, outra paixão argentina, também é inesquecível. Fez-me pensar numa entrevista que assisti certa vez do cantor Carlos Lira. Dizia ele que era imperdoável o Brasil não ter Casas de Espetáculos de Bossa Nova, já que, lá fora, se associa tanto a Bossa Nova ao Brasil como o tango à Argentina.

 

E é verdade. Os argentinos têm orgulho do tango, ouvem nas ruas, há espetáculos ao ar livre, nas casas de show… Já o Brasil trata a Bossa Nova como algo que já passou, que é do tempo dos nossos pais e avós. E não deveria ser assim, nós é que perdemos com isso. Excelentes cantores como o próprio Lira, Roberto Menescal, Joyce e tantos outros, são idolatrados no exterior e renegados em seu próprio país. É realmente uma pena…

 

Viva a Argentina, viva a fantástica Buenos Aires! E que venham outras viagens!

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