Pitaco sobre uma triste morte

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Ainda estou refletindo sobre tudo o que envolve a morte da freira Dorothy Stang: a falta de policiamento naquela área, que entregou o comando das terras nas mãos dos grileiros; a negligência do presidente Lula, que não compareceu ao enterro (sobre isso, vale a pena ler o Elio Gaspari de hoje, apesar de não gostar sempre do que ele escreve); a aceitação do governo em remarcar as terras, depois de pressão dos grileiros e ignorando a vontade e necessidade da população local. Enfim, em casos como esse a gente vê o quanto não conhecemos grande parte do Brasil, esse que não aparece nos jornais diariamente. Ninguém tinha ouvido falar de Anapu até o triste episódio.

 

Causa muita indignação pensar numa terra sem lei, onde o poder público se curva, se corrompe, se vende. Hoje vi no Bom dia Brasil o depoimento de um paraense dizendo que o custo da morte varia de acordo com a importância da pessoa: de R$500 a R$20 mil. E ele falava isso numa naturalidade incrível, típica de quem se acostumou com essa vida de medo, sofrida. Não é muito diferente da que vivemos no Rio de Janeiro, mas é mais injusta, mais cruel, porque é fruto de anos de esquecimento.

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