Tempo

Padrão

 

Certamente alguém já disse isso, mas não canso de constatar: quanto mais a gente envelhece, mais o tempo passa depressa. Quando era pequena, ficava torcendo para chegar o Natal e… como demorava. Hoje, mal a gente pisca os olhos e já vê as lojas todas enfeitadas e aquele clima de fim de ano.

 

Na escola, o recreio tinha apenas 20 minutos, mas nós cansávamos de conversar e o sinal não batia. No Guimarães Rosa, ainda podíamos sair da escola e ir lanchar no shopping e, mesmo assim, era tempo suficiente para comermos e ainda comprarmos Olho de Sogra do outro lado da rua.

 

É de amedrontar essa nossa fixação pelo tempo. Ainda mais quando ele é contado. Aqui no trabalho, há exatamente uma hora para o almoço. Ficando mais, temos que compensar depois; ficando menos, não ganhamos nada!

 

Hoje, por exemplo, fui almoçar um pouquinho mais longe, com meu namorado, minha amiga Alexandra (comentadora assídua deste blog) e seu boyfriend, para comemorarmos meu aniversário antecipadamente. Mas só deu tempo de pedirmos o couvert e o prato principal. Nem sobremesa comemos! Resultado: saí correndo do restaurante feito uma louca, desviando das pessoas sortudas que podem desfilar calmamente pelas ruas do Centro e ainda cheguei 37 minutos atrasada.

        

Por isso é bom ser criança, é bom só ter como grande preocupação a escola e, no máximo, uma aula de inglês ou piano. Hoje a gente faz muito mais coisa em menos tempo, mas é muito menos feliz.

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