Menina de Ouro

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Como já falei aqui sobre meu aniversário, meus 24 anos, vou mudar de assunto e falar sobre meu fim de semana. Mas isso não impede que os blogueiros me dêem os parabéns!

 

 

Sábado vi o filme “Menina de Ouro” e fiquei simplesmente encantada. Direção e atores perfeitos, história surpreendente e até a polêmica da eutanásia, que fechou muito bem a história. Chorei quase o filme inteiro, de soluçar. Aliás, o cinema estava todo assim. Marcos olhava pra mim e ria (vê se pode, não sei como os homens podem ser tão insensíveis)… Não assisti ao “O Aviador”, mas não creio que seja melhor que “Menina de Ouro”, ainda mais depois dos Oscar de melhor filme e diretor (dá-lhe Clint Eastwood!).

 

Não quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme, mas o diferencial pra mim foi que a história conseguiu surpreender, pois todos achavam que o fim seria a vitória da boxeadora, depois de tanta luta para ser reconhecida. Se tivesse terminado aí, o filme seria típico cinema americano, com aquelas histórias de jovens vencedores, que não desistem do sonho e vencem. Um clichê mais que batido.

 

Mas Clint Eastwood surpreende e o filme dá uma reviravolta total. E por isso se torna genial. Morgan Freeman é também um espetáculo à parte, como sempre. Uns até podem dizer que o filme não é politicamente correto, que pode até ter gerado uma polêmica desnecessária. Mas o roteiro é tão sensível que eu não tive coragem de condenar a eutanásia. Nessa parte do filme, quando já estava aos prantos, senti uma estranha sensação de alívio pela personagem. Afinal, quem somos nós para negar o pedido de alguém que quer parar de sofrer tanto, que quer apenas descansar e morrer?

 

É claro que esse é um assunto muito delicado e que as justificativas não se esgotam. É claro que quem decide o futuro do homem é Deus, mas como saber se não é essa a Sua vontade? Não concordo com a legalização da eutanásia, isso no Brasil jamais funcionaria. Mas sinceramente não sei o que faria se isso acontecesse com uma pessoa querida, um parente próximo a mim.

 

De qualquer forma, “Menina de Ouro” vale cada centavo do ingresso gasto (e caro, por sinal). Vale por sensibilizar, comover, incomodar. E se um filme é capaz de trazer à tona esses sentimentos, é porque cumpre muito bem seu papel.

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