O papa e algumas verdades – Parte I

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A morte “extra-oficial” do Papa João Paulo II – a notícia do dia – me fez pensar em algumas coisas sobre as “leis” da igreja católica. Do meu ponto de vista, as diferenças são sutis e, ao mesmo tempo, gritantes.

Ora, se algum dia alguém me mostrar que na Bíblia está escrito que o padre não pode casar, dou toda minha fortuna. O mesmo faço para quem me provar a santidade de Maria, a do próprio Papa e a dos demais santos do mundo. E sobre isso a Bíblia é muito clara e reserva o primeiro e segundo mandamentos para tratar, categoricamente, deste assunto: “Não terás outros deuses diante de mim e não fará para ti imagens de escultura”.

 

E por que eu preciso me confessar para um padre, se na Bíblia também está escrito que “há um só mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo”? Ninguém melhor do que Deus para saber todos os meus pecados e perdoá-los. Eu não preciso socializá-los com um padre. O meu relacionamento com Deus é direto, único e intransferível.

 

Talvez por essas coisas a Igreja, de um modo geral, tenha se tornado símbolo do conservadorismo. O que não é verdade. Se “no espírito de Deus há liberdade”, viver uma vida cristã tem de ser prazeroso, porque é a melhor vida possível. Nunca vi ninguém se arrepender por ter escolhido viver uma vida de santidade com Deus (e isso não quer dizer ser santo). Também não estou falando em pertencer a essa ou aquela igreja ou denominação, seja católica ou protestante; mas de vida com Deus, o que é muito mais profundo.

 

O que sempre me irritou nas discussões sobre religião das quais participei e continuo vivendo no dia-a-dia é a superficialidade com a qual as pessoas abordam esse assunto. Todos se apressam em despejar inúmeros clichês (pra eles todos os protestantes são da igreja Universal, não cortam cabelo e andam de saião), sem ao menos refletir sobre os verdadeiros aspectos que envolvem a vida cristã. Por isso raramente dou pitaco quando o assunto é religião, a menos que me sinta à vontade. Até as pessoas que se dizem tão cultas só falam bobagens e não saem dos lugares-comuns quando tratam de religião.

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