Arquivo mensal: abril 2005

O primeiro ano

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Mal passou a Páscoa e cá estou eu pensando no próximo feriado. Mas este será muito especial: aniversário de um ano do meu sobrinho Guilherme!

 

Não o vejo desde o Ano Novo, mas “falo” com ele praticamente todos os dias. Coloquei entre aspas porque ele não consegue pronunciar palavras ainda, mas já faz muito barulho no telefone. Minha irmã disse que ele já fala “papai”, mas acho que só ela e o “papai” conseguem perceber…

 

Ontem Guilherme deu um susto na minha irmã. Ele engasgou de tal forma que não conseguia engolir a comida e nem respirar. Por alguns segundos, minha irmã disse que ficou desesperada e começou a bater nas costas dele para a comida sair. Ela falou que ele desengasgou rápido, mas se precisasse, ela o viraria de cabeça pra baixo! Quando falei com ela, estava tremendo, coitada.

 

Minha mãe disse que chorava com a gente quando, bebês, engasgávamos com alguma coisa. Fiquei pensando nesse amor tão grande e sublime que é o amor de mãe. Nininha diz que, desde que se tornou mãe, sempre pensa que não pode morrer nunca, por causa do Guilherme. É engraçado ouví-la falar assim porque eu, por exemplo, nunca pensei nisso. Talvez exatamente por nunca ter sido mãe.

 

Quando vejo minha irmã cuidando do Guilherme, doando 24 horas de seu dia para ele, percebo que ela nasceu para ser mãe, assim como todas as mulheres. Nininha nunca teve muito jeito com criança, até tinha medo de segurar os bebês dos outros, mas com Guilherme ela tem um cuidado incrível. Vocês precisam ver como ela dá comida para ele… o bebezinho nem faz bagunça com a comida, de tão cuidadosa que ela é.

 

Tenho orgulho da mãe que a minha irmã se tornou, da mulher forte e interessada que é. Ela e meu cunhado já passaram por muitas dificuldades e tiraram de letra, como se já tivessem sido pai e mãe muitas vezes. Além de uni-los mais, as provações deram a eles uma sabedoria muito grande sobre assuntos complexos e muitas vezes distantes do cotidiano das pessoas.

 

Este primeiro aniversário do Guilherme deve ser muito bem comemorado, porque ele merece mesmo. Sempre falo que o Gui é uma criança muito feliz, e isso dá pra ver nitidamente nas fotos. Seu sorriso (ele sempre está rindo e olhando para a foto), sua saúde de ferro (ele nunca ficou doente), provam o quanto ele é amado e bem cuidado. Parabéns Gui querido!

 

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Esta é a Semana da Saúde aqui no trabalho. Ontem tivemos uma palestra muito boa com o Dr. Drauzio Varella, o médico Ricardo De Marchi e a atriz Patrícia Travassos, com mediação de Sidney Resende.

 

Todos eles abordaram coisas muito importantes, mas me chamou atenção o dr. Drauzio afirmar que fazer exercícios vai contra a natureza humana. E é verdade, o homem não gosta de se exercitar e, segundo ele, o bom do exercício é a sensação que dá quando ele termina. Mas isso não tira a importância do exercício físico em nossa vida, muito pelo contrário; ele é essencial se quisermos prolongar nossa saúde e viver bem.

O papa e algumas verdades – Parte II

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Já tive várias discussões com meu namorado sobre isso e sempre falo com ele que eu nunca vou convencê-lo de nada. Simplesmente porque há coisas que excedem o nosso entendimento, parafraseando a Bíblia. Como eu vou explicar pra ele que eu sinto todos os dias o poder de Deus agindo na minha vida, seja em situações que acontecem, conversas, ou em tantos outros momentos em que digo: “Só poderia mesmo ser Deus”?! Como vou explicar que sou dizimista sim, que dou 10% do meu salário a minha igreja, que esse dinheiro NUNCA me fez e nem fará falta e que Deus me dá infinitamente mais do que eu contribuo? 

 

Nunca conseguirei explicar a ele essas coisas simplesmente porque “a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem”. Ninguém ensina ninguém a ter fé. Essa é obra do Espírito Santo e só Ele pode fazer isso.

 

Convivo e já vi várias pessoas tão desnorteadas, que preferem acreditar numa energia cósmica, em algum bruxo, numa sensação qualquer, num espírito que dizem ver, num “passe” de espiritismo, em reencarnação (aliás, como uma pessoa pode crer que uma alma volta reencarnada?????? É muito ter medo da morte mesmo).

 

Eu sou tão bem resolvida quanto a todas essas questões que tenho até pena de ver como tem gente que passa uma vida inteira procurando “se encontrar” e fica cada vez mais perdido. Isso a Bíblia também explica, pois nela diz que Deus não arromba a porta do nosso coração. Ele bate e somos nós que temos que deixá-lo entrar.

 

Por isso tantas pessoas só se convertem quando passam por grande dificuldade, como problemas com drogas. Por isso tantos presidiários encontram Deus. Na verdade Deus nunca os abandonou, mas as pessoas só procuram Sua ajuda quando estão “no aperto”. E como Deus é misericordioso com essas pessoas…

 

Não sei o que seria da minha vida sem a criação que tive dos meus pais, sem a infância que vivi na igreja, aprendendo tantas coisas boas e que me edificaram tanto. Isso sem falar nos acampamentos e intercâmbios da adolescência, fase tão difícil que pra mim foi inesquecível.

 

A igreja está longe de ser um lugar perfeito, exatamente porque foi feita por homens. Mas minha fé não está na igreja e nem na religião. Está no meu relacionamento com Deus e em tudo o que ele fez e fará por mim, sem eu ter merecido absolutamente nada.

 

Uma pena que o Papa tenha morrido sem saber dessas pequenas coisas que, pra mim, fazem toda a diferença.

O papa e algumas verdades – Parte I

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A morte “extra-oficial” do Papa João Paulo II – a notícia do dia – me fez pensar em algumas coisas sobre as “leis” da igreja católica. Do meu ponto de vista, as diferenças são sutis e, ao mesmo tempo, gritantes.

Ora, se algum dia alguém me mostrar que na Bíblia está escrito que o padre não pode casar, dou toda minha fortuna. O mesmo faço para quem me provar a santidade de Maria, a do próprio Papa e a dos demais santos do mundo. E sobre isso a Bíblia é muito clara e reserva o primeiro e segundo mandamentos para tratar, categoricamente, deste assunto: “Não terás outros deuses diante de mim e não fará para ti imagens de escultura”.

 

E por que eu preciso me confessar para um padre, se na Bíblia também está escrito que “há um só mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo”? Ninguém melhor do que Deus para saber todos os meus pecados e perdoá-los. Eu não preciso socializá-los com um padre. O meu relacionamento com Deus é direto, único e intransferível.

 

Talvez por essas coisas a Igreja, de um modo geral, tenha se tornado símbolo do conservadorismo. O que não é verdade. Se “no espírito de Deus há liberdade”, viver uma vida cristã tem de ser prazeroso, porque é a melhor vida possível. Nunca vi ninguém se arrepender por ter escolhido viver uma vida de santidade com Deus (e isso não quer dizer ser santo). Também não estou falando em pertencer a essa ou aquela igreja ou denominação, seja católica ou protestante; mas de vida com Deus, o que é muito mais profundo.

 

O que sempre me irritou nas discussões sobre religião das quais participei e continuo vivendo no dia-a-dia é a superficialidade com a qual as pessoas abordam esse assunto. Todos se apressam em despejar inúmeros clichês (pra eles todos os protestantes são da igreja Universal, não cortam cabelo e andam de saião), sem ao menos refletir sobre os verdadeiros aspectos que envolvem a vida cristã. Por isso raramente dou pitaco quando o assunto é religião, a menos que me sinta à vontade. Até as pessoas que se dizem tão cultas só falam bobagens e não saem dos lugares-comuns quando tratam de religião.