Lembranças de repórter

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Sexta-feira foi dia do primeiro happy hour da imprensa da Petrobras. Ok, o grupo estava bem reduzido, mas foi ótimo poder conhecer um pouco mais de pessoas que passam a maior parte do tempo ao nosso lado, mas de quem sabemos quase nada.

 

O papo foi bem variado, mas não podíamos deixar de falar da profissão, é claro. Foi aí que, ouvindo as histórias de Ricardinho, comecei a pensar no que já tinha feito como repórter.

 

Apesar de ter trabalhado em um jornal especializado e bissemanal, passei por algumas experiências que me fizeram crescer bastante como jornalista. Vou contar uma delas:

 

Estava eu, às seis da manhã, no posto do INSS em Irajá, fazendo mais uma entrevista com pessoas na fila de atendimento (perdi a conta de quantas vezes fiz essa mesma matéria). Saindo de lá, lembrei que tinha visto no site do Ministério da Previdência que a diretora de Recursos Humanos do INSS estaria na superintendência do Rio naquele dia.

 

Como já estava na rua, resolvi passar lá e falar com a assessora de imprensa que, naquela época, já tinha virado minha amiga. Sei que essa “iniciativa” não é muito comum, mas é que meu chefe de reportagem não tinha a menor noção de nada e eu sempre me pautava sozinha.

 

Chegando na superintendência do INSS, a Patrícia me disse que o vôo do pessoal de Brasília tinha atrasado e que eles se reuniriam à tarde. Ela disse ainda que me ligaria assim que eles estivessem liberados.

 

Voltei para a redação sem acreditar mais na pauta, já que achava difícil a assessora me ligar, por mais boa vontade que tivesse. E não é que ela ligou? Estava quase indo embora quando recebi seu telefonema e fui direto para a tal reunião.

 

Chegando lá, não só entrevistei a diretora de RH como também o presidente do INSS e o superintendente no Rio. Além disso, consegui, em primeira mão, o ofício que tinha sido enviado naquele dia para o Ministério do Planejamento, com as 10.500 vagas solicitadas (nunca vou esquecer esse número!).

 

Na redação, dei a notícia para o chefe, que ficou felicíssimo, é claro. Afinal, ele nem contava com essa manchete. Ainda escrevi uma contra-capa de 150 linhas e fui pra casa feliz da vida. Furamos O Dia e o Extra, que só foram dar a matéria dois dias depois.

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Faço aqui um parêntesis, aproveitando o gancho. É impressionante como tanto O Dia como o Extra não se preocupam em dar a informação precisa, quando o assunto é concurso (também não posso afirmar quanto ao resto, mas é que só acompanhava essa parte). Na Folha Dirigida, essa era uma das nossas maiores preocupações, porque 10 mil vagas é bem diferente de 9.800, por exemplo. E os dois jornais cansavam de arredondar o número de vagas, sem compromisso com o leitor.

 

Durante os três anos em que trabalhei lá, sempre procurei colocar em prática uma frase que ouvi do meu amigo e grande jornalista Jorge Eduardo Machado, hoje na Radiobrás, que dizia que ser jornalista é ser preciso na informação.

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Cumpri a promessa que fiz aqui, de comer muito brigadeiro no fim de semana. E, pra não dizer que só fiquei no ócio, finalmente engrenei no “Código Da Vinci”.

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Agora, mais do que nunca, tenho que levar meus textos a sério, pois recebi um elogio de peso. Meu professor da UFF, Dênis de Moraes, do qual já falei aqui, entrou no blog e gostou dos meus textos. Felicidade sem tamanho!

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