Arquivo mensal: outubro 2005

Última sobre o referendo e outros

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A discussão sobre o referendo certamente não se esgota neste blog. Impressionante como, em cada roda de conversa, nos restaurantes, no trabalho, por e-mail, só se fala nisso. Adeptos do SIM e do NÃO defendem suas opiniões com afinco e legitimidade.

Mas eu, sinceramente, já cansei dessa conversa. Apesar de justificar meu voto no dia 23, já que não vou para o Espírito Santo especialmente para a ocasião, já falei que sou NÃO. Como disse num comentário aí embaixo, o SIM vai ganhar, mas acredito que não com uma margem tão grande. Pelo menos isso.

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Enquanto isso, na terra de Pindorama (parafraseando o Elio Gaspari), são 13 os deputados cassáveis. É 13 o número do Partido dos Trabalhadores, que terá como novo presidente Ricardo Berzoini, o mesmo que fez a incrível Reforma da Previdência. Pano rápido.

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Amanhã tem outro feriado providencial, bem no meio da semana. Hoje já está com cara de sexta-feira. Aqui na empresa, muita gente já foi embora (vida boa de funcionário público). E o dia promete ser de sol. Quer mais?

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Por que NÃO

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Política: tudo na mesma, exceto um ou outro escândalo. O assunto do momento é o referendo do dia 23. Desnecessário muitos argumentos, voto pelo NÃO. Mas vamos lá:

– Não me venham com estatísticas duvidosas. Falar que os índices de mortes acidentais e “domésticas” são alarmantes é balela. Todo mundo sabe que não é assim.

– As armas não estão com as pessoas de bem, mas com os bandidos. Além disso, quem possui arma hoje não vai deixar de tê-la. Fica a pergunta: onde essa pessoa comprará munição, se a venda for proibida? Na clandestinidade, é claro. Aí vem o terceiro argumento:

– Os vendedores de armas não vão deixar de ganhar dinheiro. Só vão passar a fazer isso sem o respaldo da Constituição. O que, vamos combinar, não é novidade no Brasil.

– E quem disse que tudo se resolve com um SIM ou com um NÃO? Onde está a mediação, tão essencial? Eu, por exemplo, fui a favor da campanha do desarmamento, mas sou contra a proibição da venda de armas. Daqui a pouco vão criar referendo pra qualquer coisa.

– Serão gastos milhões com esse referendo. Por que não aproveitar esse dinheiro para discutir algo que realmente importa, como a descriminalização das drogas?

– O Estado e a polícia não me protegem. Por isso, não posso cercear o direito de quem quer se defender. Não é justo.

– Imagina de o Pedro Dom estivesse vivo: assaltaria todas as casas do Recreio sem o menor receio (que já não o tinha): nenhum morador tem arma em casa mesmo…

– Resumo da história: o que o Governo quer com esse referendo é fazer campanha para 2006. É dizer que fez algo inédito no país e que vai contribuir para a diminuição da violência. Mas eu não acredito em Papai Noel. E você?

Mudanças

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Sei que tenho poucos leitores, mas eles são exigentes! É só ficar um tempinho sem escrever no blog e já surgem as cobranças. Admito que não tenho escrito com muita freqüência, mas é que juntou a falta de tempo com a falta de novidades e inspiração.

Falta de tempo? Sim, é isso mesmo que eu escrevi. Acabou minha moleza no trabalho. Mudei de área dentro da empresa e estou muito feliz. Por um lado, foi ruim não sentar mais perto dos meus amigos (os que sobraram – Paulinha, Marina, Ricardinho, Lúcio e Josi), mas a mudança veio em ótima hora. Já conhecia todos aqui no novo andar e fui muito bem recebida. Os amigos do 12º já vieram me visitar e eu retribuí. Acho que sou uma pessoa querida, apesar de estar há menos de um ano na empresa.

Na vida pessoal, tudo em ordem. Namorado conheceu minha família, no Espírito Santo, e foi aprovado com louvor. Importa para os pais verem os filhos felizes e eles sabem que estou. Além disso, namorado é um menino muito especial, não tem como não gostar dele.

Fim de semana passado fui no casamento da minha querida amiga Alline, em Itarana. Tremenda peregrinação (domingo passei 12 horas viajando!), mas valeu a pena. Ela estava linda e muito feliz. Isso é o que importa. Minha prima Carol e o marido, Márcio, me levaram até lá, santos os dois! Espero retribuir o carinho e atenção que eles tiveram comigo quando vierem para o Rio. Eles foram extraordinários.

Bem, é isso. Bom fim de semana pra todo mundo. Prometo ser mais assídua por aqui.