Arquivo mensal: dezembro 2005

Sobre o Natal

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Adoro o Natal. Se bem que, desde que descobri que Papai Noel não existe, não é a mesma coisa trocar presentes com a família. Hoje só resta a surpresa do presente e não mais a surpresa da chegada do presente.

Certo Natal da minha infância, minha mãe disse que Papai Noel havia ligado para ela (à noite, é claro, enquanto eu dormia) e tinha dito que não encontrara meu presente (que não lembro mais o que era). O bom velhinho, esperto toda vida, perguntou então à minha mãe se podia me presentear com uma casa da Moranguinho. Eu fiquei tão emocionada em saber que Papai Noel tinha se preocupado comigo que aceitei a proposta na hora. Afinal, não é todo dia que ele liga para a casa de alguém.

Eu nunca me esqueci dessa história e, é claro, de quando descobri que Papai Noel não existia. Até que, num belo Natal, minha mãe tem a triste idéia de escrever um cartão de Natal para mim, assinado pelo suposto Papai Noel. Só que ela nem se deu ao trabalho de disfarçar a letra. E a minha mãe tem um A inconfundível. Na mesma hora eu argumentei com ela, disse que Papai Noel não existia, mas ela negou até o fim. Falou que foi pura coincidência, que as pessoas podem ter letras parecidas.

Minha forte desconfiança se confirmaria dias depois quando, na praia, mamãe estava conversando com minhas irmã e prima sobre os presentes do Natal. Eu estava ouvindo a conversa, quando ela disse: “Nossa, foi um custo achar a sandália que Lívia pediu de Natal”. Pronto. Ela não teve mais como negar, eu já havia descoberto tudo. Papai Noel era, na verdade, minha mãe.

Nos outros Natais, mamãe tentou manter a surpresa, sempre nos dava algum presente inesperado. Mas o fato é que nunca mais as noites de Natal tiveram a mesma magia. Hoje, o melhor do Natal é o almoço na casa da minha avó, com direito a amigo-oculto e muita alegria.

Feliz Natal pra todo mundo e um 2006 ainda melhor pra todos nós!

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É só voltar a escrever no blog que me dá vontade de retomar a antiga periodicidade. Muitas coisas aconteceram de um mês pra cá; umas super importantes, outras nem tanto assim. Mas vou contar um pouco do que posso, sem muito me expor, pra vocês.

Vejam o filme do Vinicius (de Moraes, é claro). Este foi meu presente de quatro meses de namoro, inesquecível. Além das músicas, das poesias e dos depoimentos, o filme é muito bem roteirizado. Tudo bem que era a minha praia, mas em momento algum a narrativa cansa; pelo contrário, dá vontade de saber sempre qual é a próxima música ou história sobre o poeta. Destaque para o Chico (Buarque, é claro), que emociona com depoimentos engraçados e profundos.

No trabalho, muito trabalho. O que é maravilhoso. Estou muito feliz, produzindo, tendo idéias, fazendo coisas novas (e põe novas nisso). É muito bom perceber que as pessoas confiam em você e te dão novos desafios a cada dia. Que 2006 seja ainda melhor.

Férias! Contagem regressiva: janeiro será dedicado ao meu sobrinho, às minhas irmãs, pai e mãe e ao namorado, é claro. Vou pra Bahia e depois pra praia, no Espírito Santo. Apesar de não gostar muito, estou precisando tomar sol e tirar essa corzinha de escritório.

Minha grande amiga Vivi se casou. Lindo, lindo, lindo.

E por falar em casamento, começo a dar bons passos rumo ao futuro. Por enquanto não quero adiantar nada até que se concretize, mas novidades estão por vir. Posso dizer que estou muito feliz e cheia de planos, sonhos, expectativas. Que estão sendo curtidas a dois, como deve ser em qualquer relacionamento saudável.

Bem, se lembrar de mais alguma coisa, conto depois. Beijos a todos.