Bandeira branca

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Marina se foi. E com ela o último suspiro do que restava de esperança. Marina destoava há tempos, mas penso que era mantida justamente por isso: ela representava a pontinha de consciência militante que ainda perdurava em algumas mentes do Planalto.

Militante vem de militar, de lutar por aquilo que se lutou sempre. Simplesmente não abandonar o que começou no princípio, quando os holofotes estavam desligados. Marina foi a mais jovem senadora eleita no país, com 38 anos. Ela sabe o que é viver na Amazônia e conviver com Chico Mendes. Perguntada sobre qual é o maior crime que se comete hoje, ela responde: “O desmatamento da floresta”.

De aparência frágil, talvez por causa das tantas doenças que pegou na mata, Marina resistiu muito. Eu mesma não entendia as discussões em torno da transposição do rio São Francisco e pensava: “O que ela tá fazendo lá?”. Acredito que ela imaginava ter voz ainda, ter força pra ir contra tudo aquilo. Mas não havia quem a acompanhasse. E por isso ela o abandonou.

Marina sai, mas volta ao Senado. Estou curiosa para ver o que ela vai fazer por lá.

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