Rio, eu gosto de você

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Sempre que chego ao Rio, de avião, lembro da música do Tom, que para mim é a mais bonita e a que melhor define a cidade maravilhosa: “Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro, estou morrendo de saudades…”.

Sou carioca de coração e amo essa cidade. Adoro poder ir de casa para o trabalho e sempre me deparar com uma paisagem linda, com algo que me chama a atenção por sua beleza natural. Passei seis anos atravessando a Baía de Guanabara, todos os dias. Não preciso dizer mais nada, né? Lindo demais.

De tão maravilhosa, essa cidade virou um paradoxo. A violência enclausura e inibe o direito de ir e vir. Por isso, apesar de admirar tanto as belezas do Rio, não vejo a hora de sair daqui. Preciso viver.

Mas a violência não era o assunto desse post. Falava da minha chegada de avião. Aconteceu domingo à noite. Ainda com a música do Tom na cabeça, sinto o avião pousar no aeroporto do Galeão (que também é do Tom). Maravilha, estava louca pra chegar em casa. Mas, no momento em que o avião estava usando toda a sua potência para frear, senti o odor terrível vindo da Ilha do Fundão. Que fique bem claro que eu ainda estava no avião, com todas as portas fechadas.

Sim, essas são as boas-vindas que os moradores e turistas recebem ao chegar ao Rio. Aquele cheiro de esgoto insuportável e uma sensação de “abre logo essa porta!”. Imediatamente pensei que, desde que vim para o Rio, há nove anos, a situação daquele lago, canal – sei lá como aquilo se chama – não muda. E se muda, com certeza é para pior.

Fiz uma pesquisa rápida no Google para ver o que se fala sobre o tal esgoto da Ilha do Fundão. Encontrei uma notícia de agosto de 2007, dizendo que o então secretário de Meio Ambiente e agora ministro Carlos Minc iniciaria obras no canal em novembro. Segundo a matéria, serão construídas duas estações de tratamento de esgoto no local. Com o dinheiro da Petrobras, claro.

Estamos em maio de 2008 e o cheiro em nada mudou. Confesso que não costumo passar por lá durante o dia e, por isso, não vi se já existe alguma obra. É pagar pra ver se esse factóide vira fato. Tomara que sim!

Nos tempos do Tom, acho que a situação era um pouco melhor: “Aperte o cinto, vamos chegar. Água brilhando, olha a pista chegando e vamos nós pousar…”.

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