Arquivo mensal: outubro 2008

De 800 a 2.000, num piscar de olhos

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Último dia do mês, última chance para compensar horas no trabalho. Por isso não pude ir à manifestação na Cinelândia que divulguei essa semana aqui no blog. Mas fiquei atenta à cobertura da imprensa (Foto de José Carlos Pereira, divulgada pelo site G1).

Juro que não é mania de perseguição, mas por que é sempre a mesma coisa? O Globo Online, ao invés de fazer uma apuração decente, põe na manchete: “Protesto contra supostas irregularidades na campanha de Paes complica trânsito no Centro do Rio”. Eles dão ênfase à complicação no trânsito e não na manifestação em si.

Sempre digo que uma das coisas que mais comprometem a notícia “em tempo real” é a inexistência de correções. Os erros são simplesmente substituídos por novas informações, sem a menor prestação de contas. Não existe “errata” na internet, salvo raríssimas exceções. Nesta matéria do Globo Online, comprovei mais uma vez: primeiro eles colocaram que o público estimado era de 800 pessoas. Depois da enxurrada de comentários dizendo que havia muito mais gente, eles simplesmente substituíram os 800 por 2.000, e ainda acrescentaram “segundo a Polícia Militar”. Assim é fácil, né?

Não bastasse o conteúdo raso da matéria, que simplesmente falou do trânsito e dos motivos do protesto (não colocaram uma aspas sequer), eis que surge o último parágrafo, uma pérola do jornalismo tendencioso:

“Uma militante do PV chegou à Cinelândia com uma bandeira do candidato derrotado Fernando Gabeira. Ela foi vaiada pelos manifestantes que pediram que ela abaixasse a bandeira, para que a manifestação não fosse caracterizada como partidária”.

Nessas horas, dá vergonha de ser jornalista.

Túnel do tempo

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De hiperlink em hiperlink, acabei descobrindo o blog Propagandas Antigas. Passei horas mergulhada no passado e fiquei surpresa com os textos dos anúncios. Muito bons! Simples, diretos e engraçados. É claro que o apelo visual é diferente, o Português é rebuscado, as letras são pequenininhas, mas a criatividade é a mesma. Sempre houve e sempre haverá lugar para uma boa idéia.

 

 

Selecionei alguns trechos das propagandas que mais gostei. Em nada perdem para Nizan e Cia, vejam:

 

Caneta Parker 51 – “V.S. não pode ver a pena… não lhe pode tocar… e por isso não há possibilidade de manchar os dedos”.

Sabonete Palmolive – “Com Palmolive você pode obter cútis mais linda em 14 dias apenas!”

Nescau – “Quente ou frio… é gostoso, é sadio!”

OMO – “É miraculosa a potência de limpeza de OMO!”

Para ele, no seu aniversário

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Que eu seja sempre a pausa suave para seus dias de tribulação.

Que eu seja a melodia perfeita para sua música.

Que eu seja em tudo sua companheira e traga doçura à sua vida.

Que eu seja a guardiã dos seus mais preciosos presentes e a âncora de suas melhores memórias.

Que a nossa paixão seja sempre intensa como uma final do Flamengo e Vasco no Maracanã.

Ao seu lado, tudo é sempre melhor.

Havia um feriado no meio do caminho

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Seria cômico se não fosse trágico. O feriado adiantado em plena eleição beira a galhofa. Parece um dos factóides do César Maia. Como pode um governador, em sã consciência, antecipar um feriado no fim de semana mais importante para a cidade? O que ele queria? Ser bonzinho com os cariocas, já que este ano os feriados estão escassos? Não há mesmo outra explicação: ele queria tirar as pessoas da cidade.


Quase 1 milhão de eleitores não votaram no domingo. Não há como saber quantos votariam no Gabeira ou quantos votariam no Eduardo Paes. No entanto, mesmo que todas essas pessoas votassem no candidato PMDBista, a antecipação do feriado continuaria sendo um absurdo sem tamanho. E não foi isso que aconteceu: somente eu, por exemplo, conheço três pessoas que viajaram no fim de semana e deixaram de votar no Gabeira.


Sou capixaba, mas adotei o Rio de Janeiro e tenho amor por essa cidade. Sofro ao ver o abandono em que ela se encontra. Nunca entendi o eleitor carioca, que foi capaz de escolher Rosinha, Garotinho, Conde e César Maia como seus líderes. Desta vez, eu realmente acreditei que o povo do Rio estava decidido a mudar.


Quando vejo as artimanhas tão sujas, as alianças obscuras no apagar das luzes e os panfletos apócrifos de boca-de-urna, tenho uma certeza: o carioca queria mudar, mas não deixaram. Há forças muito poderosas por trás dessa eleição, que não permitiram que o Rio recomeçasse. Tristeza sem tamanho.

Não valeu!

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Não sei muita coisa sobre o Movimento Pró-Democracia, mas estarei sexta-feira, dia 31, ao meio-dia, na Cinelândia. Também quero a invalidação da eleição no Rio de Janeiro. É muita roubalheira, muita corrupção. Vejam o que o Movimento defende:


Protesto pró-moralização democrática nas eleições

de 2008 do Rio de Janeiro

20% de abstenção por causa do feriado adiantadao pelo governo estadual e os milhares de crimes eleitorais feitos por Paes. QUEREMOS INVALIDAÇÃO DA ELEIÇÃO! QUASE 1 MILHÃO DE CIDADÃOS NÃO VOTARAM!

RESUMO:
1. Candidatura registrada fora do prazo de desincompatiblização;
2. 50 milhões de reais de despesa de campanha – quem bancou?
3. Uso político das UPAs (em Barra Mansa o prefeito eleito perdeu o cargo por isso) e restaurantes populares
4. Corrupção eleitoral, coação de leitores na Rocinha, ZN (região da PAvuna) e ZO
5. Boca de urna por vereadores eleitos da coligação oposta (vi e fotografei, posso provar)
6. Campanha difamatória contra Gabeira, claramente bancada e sustentada por políticos da outra coligação (tipo Liliam Sá e Clarissa Garotinho).


Sobre esta eleição tão polêmica, dois artigos obrigatórios:

– “Gabeira, um candidato na contramão“, de Ricardo Noblat

– “A vitória de Gabeira“, de Lula Vieira

A sabedoria mora com gente humilde

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Enquanto leio que “a religião é produto da evolução do cérebro humano”, creio ainda mais que só haverá esperança para a raça humana se ela se voltar para Deus. E isto não significa lotar igrejas, ocupar a programação da TV aberta ou sair pregando em trens ou praças.


Ser amigo de Deus e viver uma vida com e para Ele é muito mais do que freqüentar uma igreja ou ter uma religião. Impossível conceber minha vida sem o amor e a proteção de Deus. Impossível vislumbrar meu futuro sem a orientação e sem a mão do Senhor.


E isso não quer dizer que não ouso, que não tenho vontade própria. Estes são argumentos de quem nada entende de vida com Deus. De quem acha que o homem é inteligente e sagaz demais para depender de algo ou alguém que nem sequer pode ser visto.


É verdade que há muita gente pregando insanidades. Nada a ver com o que está na Bíblia. Aliás, eles não lêem a Bíblia. Acham que já sabem tudo. Igrejas que enganam seus fiéis, que se aproveitam da inocência para tirar vantagem. Nada a ver com nada.


A música abaixo, de João Alexandre (sempre ele!), merece estar neste blog por representar a voz que destoa do que está por aí. Não se pode calar a verdade, nem tentar confundí-la. Tudo isso não passa de vaidade.


Vaidade no comprimento da saia, no cumprimento da lei

Vaidade exigindo prosperidade por ser o filho do Rei

Vaidade se achando a igreja da história

Vaidade pentecostal

Vivendo e correndo atrás do vento

Tudo é vaidade.


Vaidade juntando a fé e a vergonha, chamando todos de irmãos

Vaidade de quem esconde a verdade por ter o povo nas mãos

Vaidade buscando Deus em si mesmo, querendo fugir da cruz

Não crendo e sofrendo, perdendo tempo

Tudo é vaidade.


Falsos chamados apostolados, do lado oposto da fé

Dinheiro, saúde, felicidade, aquele que tem contra aquele que é

Rádios, TVs, auditórios lotados, ouvindo o evangelho da marcha ré

A morte se esconde atrás dos templos

Tudo é vaidade.