Arquivo mensal: novembro 2008

Minha 1ª dieta

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Sou a mais nova adepta da Dieta da Proteína. Uma semana comendo só carne, verduras, alguns legumes, queijos e presuntos. Sinceramente, não sei se vale tanto esforço.

 

Quero perder só dois quilos (sim, casamento engorda!), mas como está bem difícil largar os brigadeiros e afins, resolvi me aventurar nessa dieta.

 

Depois conto se conseguirei o feito. Abaixo, meu almoço de hoje:

 

comida

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Dia de gratidão

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thanksgiving

 

Em tempos de tanto desamor e ódio, o dia de hoje é cada vez mais importante. Não que devamos agradecer somente na 4ª quinta-feira de novembro, mas o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day) é um momento em que o mundo se volta para a gratidão.

 

Se soubéssemos agradecer tão bem quanto sabemos pedir, as coisas seriam bem melhores. Ontem mesmo estava voltando do trabalho e, ao passar pela orla de Copacabana e Ipanema, lembrei de agradecer a Deus por aquela paisagem tão perfeita. Estava anoitecendo e o céu, avermelhado, fazia um contraste encantador com a água do mar. Alguns podem dizer que isso é bobagem, mas é impossível atribuir ao acaso algo tão único e especial.

 

O primeiro Thanksgiving Day, no século XVII, foi o marco de um ano de colheita farta, após vários de total escassez. As famílias que fugiram das perseguições religiosas na Inglaterra sonhavam com uma vida melhor nos Estados Unidos. Mas não foi tão fácil. O primeiro ano foi muito doloroso, mas, com a ajuda dos índios que já habitavam as terras americanas, eles conseguiram melhorar a produção.

 

Resultado: no outono de 1621, a colheita foi abundante. Emocionados e sinceramente agradecidos a Deus, os colonos reuniram os melhores frutos e convidaram os índios para, juntos, celebrarem uma grande festa de louvor e gratidão. Uma festa em família.

 

A música abaixo, cantada no meu casamento, resume bem esse sentimento tão importante e infelizmente, tão raro:

 

Não tenho palavras para agradecer Tua bondade

Dia após dia me cercas com fidelidade

Nunca me deixe esquecer que tudo o que tenho

Tudo o que sou e o que vier a ser

Vêm de Ti, Senhor.

A passos largos para o fim do túnel

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jornal-2

“Não me comovo se um jornal vai fechar as portas por falta de leitores”. Essa frase me chamou atenção no Twitter e fui correndo no Blue Blus saber do que se tratava. Não é que foi uma boa surpresa? Um texto claro e objetivo, de Alexandre Arato, sobre o ‘alongamento das notícias’. Vale a pena ler todo o artigo, mas destaco aqui um parágrafo essencial:

 

Fiquei pensando por que defender o meio impresso. Ele não é exatamente um pilar único da ética jornalística. Não seria apenas uma campanha para defender uma forma de negócio? Um negócio que está destinado a mudar ou sumir. Foi aí que pensei no alongamento de notícias. O quanto todos os meios de comunicação, sem exceção, precisam de notícias assim para se sustentarem como empresas. Só alongam enquanto vendem. Somos bombardeados com a mesma informação pobre de conteúdo enquanto ela fizer indispensáveis “vítimas”. 

 

Ao final do texto, cliquei no link que me levou a outro artigo muito interessante, escrito pelo fundador do Blue Bus, Julio Hungria. “Assim é se lhe parece” já é um excelente título e tomo emprestado outro parágrafo-chave, que dá bons exemplos do que restou do jornalismo atual: 

 

Deus me livre de criticar o jornalismo brasileiro mas… já fiz isso algumas vezes, desde que o Estadão ‘matou’ o Zuenir Ventura, que continua vivo, o Jornal do Brasil confundiu o Dia da Independência com o da Proclamação da Republica, a Veja concluiu que um Juiz ‘processa’ um réu (era o Bill Gates) – até fatos mais recentes e são tantos que eu parei de anotar… Pra não dizer que é preciso avisar a um canal de notícias da TV que o filme do Polanski é ‘O Pianista’ e não ‘O Piano’, como eles informaram… ;- )

Enquanto percebo que os leitores estão cada vez mais atentos e avessos a esse tipo de jornalismo, não vejo nenhum movimento sério e concreto por parte dos veículos, rumo a uma mudança de rumo. É uma pena que eles não tenham acordado ainda e continuem achando que, daqui a 20 anos, leremos 50 páginas de notícia requentada, com os dedos sujos de tinta.

Mais um capítulo da novela Dunga x Rede Globo

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dunga1“Dunga está chateado com o pessoal da Globo”, disse José Carlos Araújo, o “verdadeiro Garotinho”. O estopim do descontentamento teve como pivô o experiente repórter Renato Maurício Prado, que disse, no programa “Bem, amigos!” que o jogo contra Portugal seria o último do técnico pela Seleção Brasileira.

 

Coincidentemente, o convidado especial do programa naquele dia foi Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, que pode ser tricampeão pelo clube. Não faltaram elogios de Galvão Bueno e companhia ao comandante tricolor. Qualquer pessoa, por mais desatenta que estivesse, perceberia o deslumbramento dos anfitriões pelo discurso de Muricy.

 

Ao chegar na Seleção, Dunga tomou medidas inéditas com a Rede Globo. Uma delas foi acabar com as regalias da emissora: nada de tendas montadas na concentração, muito menos entrevistas com os jogadores às três da madrugada. Seria esta a razão para tal comentário, devidamente blindado pelo sigilo da fonte?

 

As previsões do experiente repórter não se confirmaram – pelo menos por enquanto – e o Brasil ganhou de goleada dos portugueses. Teria acabado o complô contra Dunga? Ele receberia, enfim, alguma menção de competência? Parece que não.

 

A matéria d’O Globo, com título “Apesar da vitória sobre Portugal, Dunga começa 2009 ainda com o fantasma da demissão”, mostra que essa guerra não-declarada está longe do fim. O texto impressiona por diversos motivos: do início ao fim, carrega nas tintas ao sustentar que, apesar dos números a favor de Dunga, o “fantasma da demissão” ainda ronda o técnico. Isso tudo sem ouvir uma fonte sequer. É a opinião do jornal, por si só. Vejam o parágrafo:

 

“Na frieza dos números, a seleção brasileira termina 2008 no lucro, com a segunda colocação nas Eliminatórias e meio caminho andado para a Copa do Mundo da África do Sul. Mas isso não significa tranqüilidade para o técnico Dunga. Apesar de goleada de 6 a 2 no amistoso desta quarta-feira contra Portugal, o técnico sabe que a reta final na briga pela vaga no Mundial 2010 será decisiva para sua permanência no cargo”.

 

O jornalista (a versão online não tem assinatura) começa a matéria informando que o Brasil está em 2º lugar e praticamente classificado. Mas chama essa conquista de “frieza dos números”, emitindo, claramente, um conceito pessoal. Afinal, não há ninguém na reportagem que corrobore essa afirmação.

 

O texto prossegue contando sobre o placar do jogo, mas logo em seguida afirma que Dunga “sabe” que as próximas partidas serão decisivas para que ele continue no cargo. Você está esperando uma aspas do técnico para validar a afirmação do repórter, certo? Errado. Não há uma fala sequer do personagem principal.

 

A matéria termina com uma coleção de achismos, misturada com informações pinceladas, justamente para confundir o leitor. Não posso aferir que existe um complô da Globo contra Dunga, afinal, não cometeria o mesmo erro do repórter. Mas que parece, ah, isso parece.

Feliz coincidência

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E pode haver coisa melhor do que me deparar com essa poesia tão linda do Vincius no meio da tarde? Com vocês, “Canção de enganar tristeza”:

 

Se a tristeza um dia
Te encontrar triste sozinho
Trata dela bem
Porque a tristeza quer carinho
E fala sobre a beleza
Com tanta delicadeza
Por não ter nenhum carinho
Que ela só existe
Por não ter nenhum carinho
E dá-lhe um amor tão lindo
Que quando ela se for indo
Ela vá contente
De ter tido o teu carinho.