Lá fora onde árvores são

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Estava com saudade das poesias neste blog! Os assuntos do cotidiano são tantos que elas ficaram em segundo plano. Mas corrijo-me agora.

 

Linda poesia de Fernando Pessoa, para começar bem o dia:

 

Lá fora onde árvores são

O que se mexe a parar 
Não vejo nada senão, 
Depois das árvores, o mar.

 

É azul intensamente,
Salpicado de luzir, 
E tem na onda indolente
Um suspirar de dormir.

 

Mas nem durmo eu nem o mar,
Ambos nós, no dia brando,
E ele sossega a avançar
E eu não penso e estou pensando.

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