Um sonho a mais

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parisNão acredito em previsões ou coisa parecida. Mas, na noite anterior ao acidente com o avião da Air France, sonhei que a aeronave onde eu estava tinha caído em Paris.

Pausa para explicação: eu sempre sonho com aviões. Muitas vezes os vejo caindo, outras eu mesma caio, mas nunca morro. Aliás, meus sonhos têm essa peculiaridade: eu sou a heroína da história, vivo salvando minhas irmãs e meus pais. Freud com certeza deve ter uma explicação super retórica para isso.

Voltando ao sonho, foi bem esquisito, a ponto de eu comentar com o marido. Sabe aqueles sonhos enormes, que parecem ter durado a noite toda? Foi assim. Eu estava num avião, o piloto era maluco, super “barbeiro”. Não lembro quem estava comigo, mas era uma pessoa conhecida. A gente dormia em colchões dentro do avião, e dava pra perceber que o piloto estava completamente louco. Mas eu não tinha medo.

Até que, olhando pela janela, avistei Paris. Eu iria para a Espanha, mas por razões que a própria razão desconhece, dei uma passadinha na capital da França antes. E foi incrível a visão que tive no sonho da cidade-luz.

Eu fiz Francês durante três anos e conheço Paris com a palma da minha mão. Não, ainda não fui lá de verdade, mas os vídeos da Aliança Francesa eram um tour completíssimo. Eu ficava vidrada com as igrejas, com os pontos turísticos. Lindo demais.

Por tudo isso, tenho um pouco da geografia de Paris na minha cabeça. No sonho, lembro de ter visto a Notre-Dame lá de cima. De repente, eu estava caminhando pelas ruas de Paris. O engraçado é que eu tinha noção de que o avião havia caído, mas isso não era um problema no sonho. Eu estava caminhando com alguém (não consigo lembrar quem era), super feliz por estar na linda cidade. Incrível como me lembro exatamente da sensação dessa caminhada.

Avistamos o Moulin Rouge e falei imediatamente para a pessoa: “não vamos para a Espanha. Vamos ficar aqui em Paris uns dias e depois pegamos um trem até lá”. No entanto, minutos depois eu estava perto das pessoas do avião, como se fosse num “ponto de encontro”. Quando avistei o piloto, disse: “eu não vou nem morta com esse cara pra Espanha”. E saí correndo pelas ruas de Paris.

Confesso que não tinha percebido a coincidência logo que soube do acidente com o avião da Air France. Só fui me dar conta à noite, conversando com amigos sobre o caso. Mas se eu tivesse mesmo poderes para prever alguma coisa, gostaria de ter antevisto a tragédia e livrado todas aquelas pessoas e famílias de tamanho sofrimento.

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  1. Triste mesmo, irmã. No site da Folha Vitória (procure no google) tem uma entrevista com Lael, de Dona Vanda. O pior é a indecisão, é essa angústia de não saber o que realmente aconteceu.
    Beijos e responde meus emails! rs

  2. Uma Tragédia lastimável. Perdemos pessoas queridas e expoentes em suas áreas, pessoalmente perdi uma amiga que conheci no trabalho, Adriana, jornalista também, e o mestre Sílvio Barbato, que assisti pelo menos 3 concertos regidos por ele. estava no avião Leonardo Dardengo, primo de uma pessoa a quem amo muito.

    Nos resta orar.

    Bjs Lívia, bom fim de semana a todos!

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