Arquivo mensal: julho 2009

Cinco coisas que não sou, mas gostaria tanto de ser que arrisco

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A Micheliny preparou essa pergunta bastante existencial, mas muito divertida de pensar a resposta. Passou para a Paulinha, que me enviou o desafio. Aceitei e amei!

passarosPianista profissional
Às vezes me pego pensando como seria minha vida se não tivesse abandonado as aulas de piano. Estaria hoje em Cachoeiro, dando aulas no Conservatório de Música? Ou teria viajado o mundo, tocando em alguma orquestra famosa?

Amiga de Vinicius de Moraes
Queria muito ter vivido na época do Poetinha. Imagina o que era curtir as tardes na praia de Ipanema ao lado de um dos maiores poetas que já existiu?

Professora de crianças
Esse desejo eu realizo em parte, com as crianças da igreja. Mas, quando era pequena, queria muito ser professora de escola, elaborar provas, fazer chamada, corrigir tarefas. Tanto que essa era a minha brincadeira favorita.

Personagens dos livros que li na infância
Eu amava pensar que poderia ser o personagem favorito dos livros que lia. Já fui as mocinhas da Coleção Vagalume, a Magrí do Pedro Bandeira, a Bonequinha Preta, o Reizinho Mandão… Minha imaginação não tinha limites!

Adolescente pra sempre
Se pudesse, queria ter parado nesta época da minha vida. Acampamentos, amigos da escola, pais por perto, irmãs no mesmo quarto. Uma delícia!

Meus convidados:
Bia – Bibidebicicleta
Vivi – Digital Nosso
Bia – Macaquinhos no Sótão
Rafa – Livrinho
Lessa – Lessa27

Entre cordéis, jornalismo e poesia

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Conheci a literatura de cordel há não muito tempo, na faculdade. Apesar de ter estudado em excelentes escolas na minha cidade, nenhuma delas me apresentou este maravilhoso universo.

Quadro cordéis

Minha sala tem dois lindos quadrinhos de xilogravura, comprados em Porto de Galinhas

Rapidamente recuperei o tempo perdido e me apaixonei por esse estilo poético e despojado de fazer jornalismo. Sim, considero o cordel um jornal poético, crítico e irreverente. Afinal, o jornalista precisa ser, em sua essência, um bom contador de histórias.

Minha paixão pelo cordel aumentou ainda mais depois que conheci a Paulinha. Além de amiga do trabalho, ela faz parte da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) e rala pra caramba por lá. O Jorjão, que poderia só ser um excelente artista plástico, é também marido da Paulinha, membro da ABLC, faz lindas xilogravuras e ainda escreve cordéis!

A peça mais comentada da minha casa: obra de arte do J. Victtor.

A peça mais comentada da casa: obra de arte do J. Victtor.

Sempre achei que a literatura de cordel tivesse nascido no Nordeste do Brasil, mas a Paulinha me explicou que não. Na verdade, o cordel nasceu em Portugal e rapidamente se espalhou pela Europa. Lá, ele não era associado às classes mais pobres e funcionava como um jornal mesmo.

Quando o cordel chegou ao Brasil, foi no Nordeste que ele encontrou seu público mais fiel e logo ficou conhecido como poesia popular. Os grandes cordelistas do nosso país têm, em sua maioria, origem bem humilde e um talento incrível. São uma parte riquíssima da nossa Cultura e é uma pena que muita gente desconheça ou sequer tenha lido um cordel.

Abaixo está um trecho de um cordel escrito pelo Jorjão, que assina J. Victtor. É ou não é uma obra de arte? Uma delícia de ler e de ouvir.

Favela

O amigo aí sentado
apreciando o cordel
no apartamento próprio
ou mesmo de aluguel
tem noção que o nosso lar
é bem melhor que um hotel.

Porém, saia do sofá
e escancare a janela
que você provavelmente
vai fitar uma favela
onde o perigo é mais um
morador de sentinela.

As casas amontoadas
sem pintura ou proteção
bem na ponta dos barrancos
sujeitas a escorregão
são lugares de pessoas
sem direito à ambição.

O ser humano não foi
criado para morar
de tão decadente jeito
num inóspito lugar
que não tenha outro modo
de assim os acomodar.

A sala não estaria completa sem Vinicius de Moraes.

A sala não estaria completa sem Vinicius de Moraes.

Sobre métricas e afins

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futebolHá tempos andava intrigada com uma estatística do blog. O post “A exceção do óbvio”, no qual falo sobre o Flamengo, é campeão consecutivo de visualizações diárias. Vocês podem perceber isso no item ao lado “Os mais acessados”.

OK, o Flamengo tem a maior torcida do Brasil, então muita gente deve procurar por esse nome nos buscadores. Mas, no Google, por exemplo, ao digitar “flamengo”, meu blog está longe de aparecer, claro. Também usei a palavra como tag, mas isso, por si só, não traria tanta relevância.

Para vocês terem uma ideia: só ontem, foram 121 acessos neste post. Levando em conta que o blog todo está com 13.700 acessos, a audiência desse post é impressionante!

Depois de discutir com os amigos do trabalho, acabamos descobrindo que o grande segredo está na imagem que coloquei no post. Isso mesmo: coloquei o out dela com o nome de flamengo e, ao digitar no Google Images, bingo! Ela é a terceira que aparece.

Ou seja: mesmo sem ter a menor intenção, acabei selecionando de forma eficiente as palavras-chave. O que não quer dizer absolutamente nada neste caso, porque a grande maioria não deve nem ler o post :). Se bem que recebi diversos comentários de desconhecidos, que tiveram paciência para ler e ainda falar sobre o post!

Lição aprendida: a partir de hoje, só falo de Flamengo. Brincadeirinha… Não fico divulgando o número de visitas do meu blog simplesmente porque não acho mesmo que eu escreva algo de tão interessante assim. Meus amigos me leem, comentam e isso pra mim está ótimo. Escrevo porque sempre escrevi e assim vai ser, até quando eu puder. Mas esse episódio do Flamengo me chamou atenção, tenho que confessar.

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Hoje li essa poesia e amei. Concordo com ela e procuro viver minha vida exatamente dessa forma.

A vida é uma escuridão, exceto quando há impulso.
E todo impulso é cego, exceto quando há saber.
E todo saber é vão, exceto quando há trabalho.
E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor.
Gibran

Imprensa e poder

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acm

Estou às voltas com a minha monografia da pós-graduação. Às voltas mesmo, porque até agora eu não consegui engrenar na bendita. Imediatamente lembrei do meu projeto experimental da graduação, que levou 1 ano para ser concluído.

Mas a culpa foi toda minha. Quem mandou escolher um tema tão difícil, com uma bibliografia mais que escassa? Quem teria a brilhante ideia de falar sobre:

É melhor sofrer no poder do que longe dele
Um estudo sobre as relações de poder político entre Antônio Carlos Magalhães e a imprensa no Brasil

Pois é, eu penei pra desenvolver o tema, mas hoje sei que valeu cada gota de suor e cada noite perdida. Eu sempre amei falar sobre política e queria muito que minha monografia da graduação envolvesse esse assunto.

Ontem, enquanto estava vasculhando minha biblioteca em busca de livros para a nova saga monográfica, lembrei que não tenho mais os arquivos do projeto da graduação. Troquei de computador um monte de vezes e não sei porque, acabei não salvando. Então, resolvi digitalizá-la e colocá-la aqui no blog (vejam ao lado o item “Estudos Acadêmicos”). Quem tiver paciência e gostar do assunto, fique à vontade para ler e comentar.

Depois de ver a monografia prontinha, até fiquei mais animada em começar a nova. É sentar e escrever mesmo, não tem jeito. E desta vez é ainda mais fácil, pois escolhi um tema que tem tudo a ver com o meu trabalho. Não digo para não estragar a surpresa. Espero, em breve, publicá-la aqui no blog também.