Arquivo mensal: setembro 2009

Quicando a bola com categoria

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É tão bom quando a gente trabalha em algo que acredita e consegue ver os resultados!

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Coisas de casa

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famíliaEstava aqui lembrando de como é bom rever minha família. Incrível como a maioria das coisas não muda nunca e por isso mesmo elas se tornam tão especiais.

Minha irmã Lara comentou no post abaixo sobre o vestido que ela me “emprestou”. Isso sempre acontece! Quase nunca volto pro Rio sem alguma coisinha dela, por menor que seja. Adoro usar argumentos do tipo “esse vestido é totalmente o meu estilo e não o seu” ou “te dou R$ 20 por ele, topa?”. É claro que eu morro de rir por dentro, mas levo toda a negociação super a sério.

Aliás, outra coisa que sempre acontece: nunca levo roupas pra lá. No máximo, calcinhas e sutiãs. Dessa vez, acho que exagerei: logo que acordei, tive que sair pra encontrar minha irmã Aline. Olhei pra minha mãe, ela estava com um vestido que eu já tinha usado. Falei: “mãe, me dá esse vestido aí”. Ela imediatamente me deu e ainda emprestou a sandália. Coisas que só mãe faz mesmo (e eu aproveito, hihihi).

E as conversas sobre quilos a mais e a menos? Voltei chocada. Minha irmã, já casada e com dois filhos, pesa 54. Lara, agora malhando direto, com 50. Minha mãe deve estar com uns 60. E eu? 59!!!!! Não dá, né? É muita humilhação… Resultado: decidi cortar de vez o refrigerante e comer chocolate só no fim de semana. (Detalhe: ontem comi uma colher de brigadeiro na casa da Marcita, não consegui vencer a tentação. Mas resisti no refrigerante!).

Cabelos são um assunto à parte. Elas não conseguiram entender o conceito do meu. Um estilo moderno, super in. Que elas chamaram de “Chitãozinho e Xororó”. Deve ser coisa de quem mora em cidade pequena, elas não estão acostumadas com tamanha ousadia :). Para revidar a implicância (ADORO!), acabei chamando Lara, carinhosamente, de Carolina (a Dieckman), por causa da franjinha. Não é fofo, nem posso chamar isso de implicância.

Meu pai continua o mesmo, sempre. Futebol, política, igreja. E como fala! A gente fica correndo dele, pra falar de assuntos secretos. Ele finge que não está percebendo, mas fica só de butuca. A gente ri, claro.

Os sobrinhos, cada vez mais lindos, sugam toda a minha energia. Mas como é bom brincar com eles e voltar cheia de dores no corpo, por conta de tanta bagunça. Afinal, tia é pra isso, né?

E o gato? Shamilyco estava com as plaquetas baixas, tadinho. Mas agora já está melhor, só faz um escândalo pra tomar o remédio. Incrível como ele me conhece, sempre pede pra que eu o “acompanhe” nas suas refeições. Um gato-gente!

Enfim, é por essas e outras que eu amo a minha família, mesmo com defeitos e problemas, comuns a qualquer outra. Amo estar com eles, sempre e a todo momento.

Em boca fechada não entra pino

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denteHoje, 5h30 da matina. Avisto a Cidade Maravilhosa, já com saudades da minha terra. Saio da rodoviária e, para não correr riscos com os taxistas mais mal educados e trambiqueiros do universo, pago R$ 70 para chegar em casa.

Mal humorada por trocar quase o dinheiro da viagem até Cachoeiro por alguns minutos de tranquilidade, entro no taxi. O senhorzinho, suuuper simpático, começa o papo:

_ Semana passada fiz uma prótese no dente, sabe?

Hein? É isso mesmo? Ainda sem acreditar, fiz o clássico:

_Ahã…

Pronto, era a deixa (se bem que qualquer som seria uma deixa naquele momento). Lá foi ele até a minha casa contando dos pinos no dente, da gengiva que sangrou sei lá quantas vezes, da dentadura que não queria usar, da comida que só conseguia mastigar com os dentes da frente.

Sem brincadeira: aquilo começou a me dar um nojo (OK, eu sou fresca), eu não conseguia nem olhar pro taxista pelo retrovisor. Contando os segundos pra chegar em casa, dei bom dia, adeus, até nunca mais.

E assim começou minha segunda-feira chuvosa e cheia de saudades. O alento é sempre o colo do marido. “Você não pode ficar longe de mim”. Isso sim é coisa boa de se ouvir!

Descomplicando

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vinicius_de_moraesBasta ler um pouquinho do blog ou conhecer um pouquinho de mim pra saber o quanto eu gosto de poesia. E de Vinicius de Moraes, principalmente.

Sábado, enquanto fazia uma bela faxina na casa para esperar os amigos, assisti ao filme Vinicius, pela enésima vez. E sempre choro, sempre rio, sempre me emociono, não tem jeito.

Como estava limpando a casa, fiquei prestando atenção muito mais no áudio do filme. E percebi alguns detalhes interessantes, que foram mais que suficientes para eu entender o porquê de gostar tanto do Poetinha.

Vinicius era diplomata, extremamente culto, mas foi um poeta genuinamente popular. Ele era o queridinho dos modernistas, pois escrevia sobre o cotidiano, sobre o amor, sobre a alegria. Seus versos falavam de um Rio de Janeiro positivo, encantador, com mulheres belas. E falavam de forma simples, já que ele não era apegado à métrica, mas à rima.

Agregador, Vinicius valorizava muito os amigos. Sua casa, em Petrópolis, era uma “casa aberta”, como disse Edu Lobo, no filme. As pessoas simplesmente chegavam e entravam. Lá se ouvia muita música e se tomava muito uísque. Algumas das músicas mais geniais da Bossa Nova foram compostas nesses encontros entre amigos. Era a materialização do ócio criativo.

Vinicius teve ainda uma fase de extrema importância para a cultura no nosso país, quando escreveu e produziu a peça “Orfeu da Conceição”. Era a história de Orfeu encenada por atores negros, numa favela do Rio de Janeiro. Original, ousado. Ele se dizia o branco mais negro do Brasil e era mesmo.

Por esses detalhes e outros mais, eu vejo em Vinicius todas as características de um artista genial. O Chico, em um de seus DVDs, fala que o Vinicius tinha uma ingenuidade impressionante ao escrever sobre o amor, apesar de ser já idoso. E que ele sabia, como ninguém, acertar em cheio o coração de uma mulher. Isso foi dito pelo Chico, que é conhecido como entendedor da alma feminina (e é mesmo).

É claro que a vida dele não foi perfeita e até isso é muito bem retratado no filme. A bebida, os muitos casamentos e a solidão que ele sentia no fim da vida com certeza não foram assuntos fáceis para ele. Mas isso em nada tira o brilhantismo de sua obra e o legado da sua arte.

Talvez eu goste tanto de suas poesias justamente por causa da objetividade. Não há nada que me irrite mais do que textos filosóficos e confusos. Mil perdões de antemão, mas não consigo engolir Martha Medeiros, Danuza Leão e companhia. Acho a síntese da chatice, só isso.

Para vocês terem uma ideia, olha só o que ele escreveu num livro dado de presente: “Para Antonio Candido, com a mão estendida para a amizade”. Não é lindo, simples e conciso? Bingo pro Vinicius, sempre.

Da série “Eles não sabem o que fazem”

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internetExcelente exemplo do que não fazer quando se trata de Comunicação Digital:

O governo lançou o Blog do Planalto. Maravilha, se fosse um blog. Sem possibilidade de comentários, não é blog.

Dois dias depois, a resposta. Alguém criou um blog idêntico, tanto em layout quando em conteúdo, só que com um detalhe: permite comentários. É um blog.

O que seria pior para o governo? Moderar os comentários de forma cordial ou ter que conviver com um blog-clone que tem comentários do tipo “democracia já!”?