Meu coração carioca

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Difícil ver Niterói e o Rio nessa situação tão triste… impossível não pensar onde eu estaria naquela segunda à noitinha. Provavelmente teria pegado todo o trânsito da Praça da Bandeira, 28 de Setembro e afins. Lugares que ficaram completamente debaixo d’água.

Não há palavra que descreva a dor das pessoas que perderam seus queridos, que estão vivendo um pesadelo sem fim. E, na boa, nessa hora de tanta dor, não consigo ser tão crítica com o Eduardo Paes, Sergio Cabral e cia. Li muitos comentários ácidos a respeito das declarações deles e não morro de amores por nenhum dos dois. Mas não dá pra condená-los por um problema que se arrasta há anos e não será resolvido amanhã. Infelizmente.

Prefiro aplaudir o trabalho dos Bombeiros e da Defesa Civil, que têm homens com verdadeira vocação para salvar vidas. Pessoas que se arriscam de dia e à noite em busca de sobreviventes desconhecidos. É por causa de pessoas assim que ainda podemos pensar em esperança.

O morro do Estado, em Niterói, um dos mais atingidos pela chuva, ficava bem perto de onde eu morava. Apesar de ser um lugar perigoso, fiquei lembrando das inúmeras vezes em que passei por lá, pra ir no shoppping ou na casa de amigos que moravam no prédio bem em frente. Gostaria de ter o poder de voltar no tempo, exatamente naquela caminhada à tarde. Pudera eu devolver a alegria a quem não sabe mais onde ela ficou.

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