Arquivo mensal: maio 2010

Próximo passo

Padrão

Enquanto não começo no novo trabalho (sim, consegui!), procuro me atualizar sobre esse universo tão dinâmico chamado comunicação digital.

Não é fácil ser agência. Como cliente, vivenciei bem a cobrança constante por resultados e criatividade. Agora, do outro lado da história, é preciso trabalhar com o mesmo pensamento: “listening first, selling second”.

É por isso que acredito, cada dia mais, no que diz o vídeo abaixo:

Anúncios

Pra frente, Brasil

Padrão

Com Facebook e Twitter, fica fácil se expressar no exato momento em que tudo acontece. Foi assim logo após a convocação da Seleção Brasileira de futebol, que vai representar o nosso país na Copa do Mundo 2010.

Muito eu falei, discuti, concordei e discordei de amigos. Mas aqui posso fazer um condensado do meu pensamento sem limite de caracteres!

Eu gosto do Dunga. Quem leu aqui e aqui pode comprovar isso. Gosto desde 94, sempre admirei seu jeito de líder no campo, sua garra. Mas é difícil gostar do Dunga. Ele é mais educado que o Murici (desse não gosto mesmo!), mas não faz questão de bajular a imprensa. Incluindo a Globo.

E foi justamente na imprensa que começou esse “clamor” (até a palavra virou jargão) pelo Neymar e Ganso. Existe uma técnica muito comum no jornalismo: o repórter pergunta de um jeito que o entrevistado não tem outra coisa a não ser responder exatamente o que ele queria. Chegou ao ponto de até a Dilma e o Serra “clamarem” pelos dois. Ficou forçado e muito feio.

Senti vergonha alheia na coletiva, logo após o anúncio dos 23. Era um tal de perguntar “Dunga, mas o técnico X levou o Pelé com 17 anos”, “O técnico Y não levou o Maradona e é marcado até hoje por isso”. E ele, com uma vontade imensa de rir na cara de todos (porque eu faria isso, na boa), teve que explicar que não é prudente comparar Neymar com o Pelé. (!)

Juntar bons jogadores – ainda mais no Brasil – não é difícil. Mas formar um time é mais complicado, exige muito raciocínio e liderança. Eu queria o Adriano na seleção e o Dunga disse que, pelo coração, também o levaria. Mas a responsabilidade de levar um jogador com a cabeça fraca é enorme. E ele optou pela razão.

Esse ano não vamos ver  “quadrado mágico”, nem entrevista às duas da manhã pro Jornal Nacional. Mas vamos ver uma seleção disposta a vencer. E isso, pra mim, é suficiente. Estou contigo, Seleção Canarinho!

Uns inspiram outros

Padrão

Confesso: estou viciada no blog da Maria Filó. Quem me conhece sabe que amo a loja e teria todas as peças de cada coleção. Os posts são fofos, eles realmente fazem tudo pra que aficcionados como eu fiquem morrendo de vontade de comprar, rsrsrs.

Como se não bastasse, o blog ainda tem poesia! (morri). E tive que trazer pra cá os versos abaixo, de Pablo Neruda. Não são lindos?

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

[…]

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Assim, tão rápido?

Padrão

Eu sou apegada às pequenas coisas. Estou há 11 anos morando fora da minha cidade natal e até hoje não troquei meu título de eleitor, nem minha agência bancária. Muito menos pedi minha transferência para outra igreja. Pode parecer bobagem, mas agindo assim, tenho a sensação de que as coisas não mudaram tanto…

Com essa contextualização, vai ficar mais fácil entender o episódio a seguir. Desde que mudei pra Santa Catarina, estava relutando em trocar o DDD e, consequentemente, o número do meu celular. Ficava inventando desculpas pra mim mesma, do tipo “é bom continuar com um celular 21, pra quando for ao Rio”, mas a verdade é que eu não queria me desfazer do número que era meu desde 1999.

E pra piorar as coisas, continuar com a Vivo não valia mais a pena, porque os planos da TIM são muito mais vantajosos e baratos. Ou seja: teria que cancelar de vez minha linha e acabar com o número tão querido.

Estava enrolando pra tomar essa decisão, até que me deparei com a conta telefônica hiper salgada, resultado dos roamings constantes. Então, tomei coragem e liguei pra Vivo.

_ Boa noite, gostaria de cancelar minha linha telefônica.

_ Qual o motivo, senhora?

_ Eu mudei pra outro estado e o plano de outra operadora é mais vantajoso pra mim.

_ OK, senhora, vou proceder com o cancelamento.

Alguns minutos de espera e…

_ Sua linha está cancelada, senhora. Boa noite.

É isso, simples assim? Nem um “tchau, boa sorte pra você” ou “mas você é nossa cliente há 11 anos, podemos conversar sobre algum plano que seja do seu interesse”. Nada. Em menos de cinco minutos, todo o meu dilema foi resolvido e terminado.

Sei que estou reclamando à toa, porque muita gente detesta quando eles enrolam com o cancelamento. Mas, nesse caso específico, era uma relação estável, sabe? Quase um casamento, nunca atrasei uma conta, gostava do serviço e tinha amor ao número, àquela história. Essas coisas que a gente não consegue explicar, só sentir.

Amanhã vou à TIM e terei um novo DDD, um novo telefone. Uma nova história. Mas prometo que, dessa vez, vou tentar não me apegar.