Arquivo mensal: junho 2010

Bola rolando, Brasil!

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Vida voltando a ser corrida, mas é sempre um ótimo descanso escrever aqui. Ainda mais pra comentar o jogo de estreia do Brasil na Copa, angustiante de ver!

Primeiro, um Brasil lento, enrolado com a marcação adversária. Igualzinho ao jogo que assisti no Maracanã em 2008. Deu medo, confesso! Mas acredito na Seleção e pela primeira vez concordei com o Galvão: o Brasil voltaria melhor no segundo tempo.

E voltou mesmo. Kaká dando arrancadas, Elano fazendo gol (!!!), Maicon se revelando, a cada dia, um craque na lateral. Robinho merecia ter feito o dele e Juan não merecia ver a rede do Brasil balançando. Na Copa, qualquer desatenção pode ser mesmo fatal.

Fato é: conquistamos 3 pontos, somos primeiro no grupo e o Dunga continua se vestindo muito mal. Com ou sem Herchcovitch!

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Noite de chef

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Foram dois meses em casa, até conseguir um trabalho bacana. Nesse tempo, vesti a camisa “dona de casa” e fiquei viciada em programas de culinária. Sou filha, neta e sobrinha de italianas pra lá de talentosas, e acho mesmo que essas coisas estão no sangue.

Lembro que minha mãe deixava eu e minhas irmãs irmos pra cozinha aos sábados, quando éramos pequenas. A gente mais atrapalhava que outra coisa, mas amávamos ajudar a fazer o almoço. As secretárias que trabalharam lá em casa também têm uma contribuição toda especial nesse meu gosto pela cozinha, elas tinham a maior paciência com a gente e ensinavam direitinho (ain, deu até vontade de chorar agora, lembrando dessa época).

Voltando do mini flashback: Marido curtiu muito essa fase de provador de pratos inusitados. Porque o arroz com feijão eu já sei fazer, né? Então, o ápice da minha ousadia se deu quando vi o programa Que Marravilha!, do GNT, com o Claude Troisgros. Ele ensinou uma arquiteta a preparar um jantar para seu marido em comemoração ao Dia dos Namorados.

Prestei bem atenção em tudinho e, no outro dia, fui correndo pro site anotar as receitas e pro supermercado, comprar os ingredientes. Só o nome dos pratos já era de assustar qualquer iniciante: Peixe à Belle Meunière (prato principal) e Morango Amado (sobremesa), além do vinho Chardonnay.

E não é que deu certo? As fotos abaixo estão aí pra mostrar à posteridade que estou quase uma chef profissional. Marido aprovou com louvor e me recompensou à altura… Pano rápido! 🙂

Peixe à Belle Meunière: linguado com amêndoas, alcaparras e molho à base de manteiga

Morango Amado: delícia de morango, passas e licor com sorvete de creme e biscoito crocante.

O que faz você feliz?

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Não sou expert no assunto, mas acho que uma propaganda “acontece” quando sensibiliza. Pode ser com humor, aventura, suspense… Simplesmente amo o filme abaixo, do Pão de Açúcar, porque me identifico com a poesia, com a voz do Gilberto Gil e com as imagens tão bem encaixadas. Propaganda boa é assim: faz a gente falar bem dela de graça.

Agora é pra valer

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A Copa está chegando e eu ainda não comprei minha camisa! Vou ter que esperar até o fim do mês, já que não posso trair minha loja favorita e comprar em outro lugar. E como só irei em Curitiba no fim de junho, o jeito é improvisar o modelito verde e amarelo pros primeiros jogos.

Com ou sem camisa, fato é que o amistoso de ontem mostrou que a nossa seleção tem um banco bem interessante. Dependendo do adversário, os reservas podem dar fôlego e ser decisivos numa vitória. Mas sem exageros, por favor… tem gente já iniciando um “clamor” pela segunda formação da seleção. Menos, Galvão!

Aliás, ontem tomei uma decisão: ao assistir aos melhores momentos do jogo na SporTV, com Luís Carlos Junior e Paulo Cesar Vasconcelos, percebi a mudança no nível da transmissão. Adeus, Globo. Prefiro narradores a adivinhadores de pensamento.

E não é que começo a trabalhar um dia antes do primeiro jogo do Brasil? Tô ansiosa pra saber como será esse momento na companhia de pessoas novas. Terei que conter minha empolgação pra não assustar, rsrs.

Em casa, vou ter que aguentar o marido torcendo pra Argentina, pode? Até fizemos uma aposta: se o Brasil ganhar, eu ganho um vestido à minha escolha; se perder, ele ganha uma camisa dos hermanos. Mais um motivo pra torcer pra Seleção Canarinho!

Cada novo amanhecer

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Domingo de céu azulzinho em Joinville, sol com friozinho de 18º. Depois de uma aula maravilhosa na Escola Dominical, estou fazendo o que mais gosto: lendo poesias e ouvindo música. Deixo aqui uma linda do Vinicius, muito bem cantada por Zeca Pagodinho. Boa semana pra nós!

Pra que chorar

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer

Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se por

Pra que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer

Pra que chorar pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Cada novo amanhecer

A Copa do Mundo é nossa

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Atenção, leitores: inauguramos hoje o VARANDA NA COPA! Sim, eu sei que essa notícia não vai mudar o mundo e que a Copa já é assunto aqui há muito tempo, mas nada como uma ideia num dia chuvoso. Estava aqui lembrando que na Copa de 2006 eu tive um blog no Globo Online, no qual eu escrevia sobre a emoção de acompanhar os jogos no meu local de trabalho. Foi uma experiência muito legal e pensei que nada me impede de repetir a dose, já que tenho um blog e, vamos lá, alguns leitores!

Oficialmente, a Copa começa só no  dia 11, mas os amistosos já estão dando um gostinho de como serão nossos próximos 50 dias. Ontem, estava conversando com o marido sobre a relevância dos incríveis jogos do Brasil com Zimbábue e Tanzânia, se compararmos com partidas como México e Itália; Espanha e Coreia do Sul, por exemplo. Perguntei a quem interessa a realização desses jogos, já que, vamos combinar, é melhor treinar com o time dos garçons do Aterro. Ele me respondeu que isso é coisa da CBF, que arranja esses jogos malucos porque ganha muito dinheiro.

Imediatamente pensei no chororô que a imprensa brasileira está fazendo com as restrições do Dunga. Já ouvi vários jornalistas reclamando que a culpa da zona de 2006 não foi da imprensa, mas sim da… CBF. Bingo! Então fica minha singela pergunta: por que todos generalizam essa “entidade” chamada CBF e ninguém responsabiliza seu presidente, Ricardo Teixeira? Por que a imprensa prefere destilar todo seu veneno contra o Dunga, se ele não é o culpado nem dos amistosos de faz de conta, e nem da blindagem da imprensa?

Pra mim, os amistosos terão um efeito psicológico importante: a energia dos africanos e a paixão que eles têm pela Seleção Brasileira em nada se parece com a chuva de críticas que os jogadores receberam no Brasil. Todo o mundo considera o Brasil favorito, menos os brasileiros (isso inclui imprensa e o povão). Já disse aqui e repito: eu acredito na Seleção porque esses jogadores ganharam tudo até agora. Com ou sem futebol show.

Então, amigos do Varanda: bora acompanhar todos os detalhes dessa Copa tão especial, com vuvuzelas, jabulanis e tudo mais!