Insônia

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E já que o sono não vem, o jeito é escrever. É o que tem pra hoje, a única coisa que sei (ou acho que sei) fazer bem na vida. E mesmo assim, por vezes prefiro pegar palavras emprestadas das poesias. Não por preguiça, mas por gosto. Sempre aprecio mais o que escrevem meus poetas favoritos do que minhas mãos previsíveis. Elas, no máximo, tornam tangíveis meus pensamentos. E isso nem sempre é bom.

Já os poetas, não. Eles têm licença para ser ou não espelho de suas criações. Caso alguém pergunte, podem dizer: “Não, era apenas um personagem”. Comigo não é assim. Minha poesia sou eu, e isso nem sempre é bom.

Preciso aprender a ser menos eu nos próximos 30 anos. Balzac poderia me ajudar, se não tivesse escrito uma história tão espelho, espelho meu.

Mas lá no fundo, onde toca aquela música e só se ouve uma poesia, um horizonte feliz sempre surge. E eu prendo a respiração.

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Uma resposta »

  1. E eu prendo a respiração junto, segurando o ar o quanto posso, aguardando aquele alívio de poder expirar e voltar a inspirar em seguida, naturalmente. Menos nós, menos nós.

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