Arquivo mensal: outubro 2011

Quando eu crescer

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Quando eu crescer
Prometo não repetir os mesmos erros
Tentar ser diferente no que conseguir
Fazer mais pessoas sorrirem.

Quando eu crescer
Prometo ser melhor com as palavras
Tentar abrir mais portas que fechar
Fazer o que ensinaram meus pais.

Quando eu crescer
Prometo não sonhar tanto
Tentar fincar os pés no chão
Fazer o que tenho ser suficiente.

Quando eu crescer
Prometo não gostar de poesia
Tentar não chorar tanto
Fazer mais o menos que puder.

Quisera eu que fosse fácil crescer…

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Sem mandamentos

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Porque hoje tem show dele em Joinville. E porque é uma música feliz.

Sem Mandamentos
Oswaldo Montenegro

Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação.

Coragem

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A Be Lins tem uma coluna muito bacana no blog da Maria Filó com poesias e textos literários. Essa é fofa:

A gente precisa de uma coragem maior
Uma coragem escancarada
Uma coragem arriscada
Uma coragem ousada

De sair e gritar
de dentro pra fora,
acreditando ainda que sangre,
ainda que doa, que atordoe

gritar que a canção está certa
e que O BOM DA VIDA VAI COMEÇAR!
[Ou continuar!]

Cartas de Che

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Se eu tivesse filhos, diria exatamente assim…

Aos filhos
Queridos Hildita, Aleidita, Camilo, Célia e Ernesto:

Se alguma vez tiverem que ler esta carta, será porque eu não estarei mais entre vocês. Quase não se lembrarão de mim e os mais pequenos não recordarão nada. O pai de vocês tem sido um homem que atua, e certamente, leal a suas convicções. Cresçam como bons revolucionários. Estudem bastante para poder dominar as técnicas que permitem dominar a natureza. Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça praticada contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a qualidade mais linda de um revolucionário. Até sempre, meus filhos. Espero vê-los, ainda. Um beijão e um abraço do Papai.