Arquivo mensal: junho 2013

#Vem pra rua!

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Depois de ter você

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Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?

Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?

Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você… (Maria Bethânia)

Mistério

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Ela poderia muito bem morar num conto de fadas. E isso é contraditório. É ao mesmo tempo objetiva e prática, sonhadora e nostálgica. Sua cabeça puxa os pés pro chão, mas a alma a leva pra bem longe. Existe um lugar, um tempo e um momento por ela sempre idealizados, mas ainda não vividos. E talvez não deva ser vivido mesmo, por risco de cessar o sonho.

Ela vive e realiza coisas diárias. Tem objetivos bem definidos. Mas ao mesmo tempo tem  necessidade constante de imaginar o que poderia ter sido e não foi; as escolhas que poderia ter feito e não fez; os caminhos que dela escaparam. Jamais conseguirá explicar esse sentimento e nem o quer.

Não é fácil entendê-la de verdade.

O que não vai ficar na fotografia

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Lendo esse texto da Folha, lembrei de uma das coisas mais lindas que o Henrique já me disse. Em uma viagem, levamos câmera profissional, mas não fizemos nenhuma foto. E ele falou: “quando a gente começar a esquecer, é porque está na hora de voltar”.

Fecho os olhos e o que me vem à mente é uma conversa muito gostosa que tivemos com a dona do hotel em que estávamos, que mais parecia um sítio. Ela, tomando seu chimarrão, nós e mais um casal de hóspedes. Se tivesse com a câmera, certamente não teria feito uma foto desse momento. Teria muitos registros das praias e paisagens, mas não daquele momento que não mais esqueci.

É isso mesmo: “Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?”

Uma noite especial

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Um jantar à beira do Rio da Prata – no lado Uruguaio, claro – ao som de Jorge Drexler, saboreando o autêntico chivito em companhia especial. Das cenas que não dá pra esquecer.

Dos paseantes distraídos
Han conseguido que el reloj de arena de la pena pare,
Que se despedace.
Y seguir el rumbo que el viento trace.

Ir y venir, seguir y guiar, dar y tener,
Entrar y salir de fase.
Amar la trama más que al desenlace.