Arquivo mensal: junho 2013

#Vem pra rua!

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protesto

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Mistério

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Ela poderia muito bem morar num conto de fadas. E isso é contraditório. É ao mesmo tempo objetiva e prática, sonhadora e nostálgica. Sua cabeça puxa os pés pro chão, mas a alma a leva pra bem longe. Existe um lugar, um tempo e um momento por ela sempre idealizados, mas ainda não vividos. E talvez não deva ser vivido mesmo, por risco de cessar o sonho.

Ela vive e realiza coisas diárias. Tem objetivos bem definidos. Mas ao mesmo tempo tem  necessidade constante de imaginar o que poderia ter sido e não foi; as escolhas que poderia ter feito e não fez; os caminhos que dela escaparam. Jamais conseguirá explicar esse sentimento e nem o quer.

Não é fácil entendê-la de verdade.

O que não vai ficar na fotografia

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Lendo esse texto da Folha, lembrei de uma das coisas mais lindas que o Henrique já me disse. Em uma viagem, levamos câmera profissional, mas não fizemos nenhuma foto. E ele falou: “quando a gente começar a esquecer, é porque está na hora de voltar”.

Fecho os olhos e o que me vem à mente é uma conversa muito gostosa que tivemos com a dona do hotel em que estávamos, que mais parecia um sítio. Ela, tomando seu chimarrão, nós e mais um casal de hóspedes. Se tivesse com a câmera, certamente não teria feito uma foto desse momento. Teria muitos registros das praias e paisagens, mas não daquele momento que não mais esqueci.

É isso mesmo: “Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?”

Uma noite especial

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Um jantar à beira do Rio da Prata – no lado Uruguaio, claro – ao som de Jorge Drexler, saboreando o autêntico chivito em companhia especial. Das cenas que não dá pra esquecer.

Dos paseantes distraídos
Han conseguido que el reloj de arena de la pena pare,
Que se despedace.
Y seguir el rumbo que el viento trace.

Ir y venir, seguir y guiar, dar y tener,
Entrar y salir de fase.
Amar la trama más que al desenlace.