“Eu sou meu voto. Meu voto não é só pra mim. Meu voto é para todos.”

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Janeiro de 2001, Fórum Social Mundial. À beira do Guaíba, uma menina de apenas 20 anos, que tinha em si ‘todos os sonhos do mundo’, cantava: ‘Aqui um outro mundo é possível se a gente quiser’.

A menina, que cresceu com livros na mão e que discutia política com o pai desde cedo, resolveu ser jornalista. Na universidade, era preciso resistir a um nítido sucateamento do ensino público superior. Durante os 4 anos, não houve férias em janeiro, por conta das constantes greves. Eram dias difíceis, mas ao mesmo tempo preciosos, pois eles ensinaram à menina que só um governo que priorizasse a educação e a igualdade social poderia revolucionar o país com o qual ela sonhava.

Veio Lula, contra tudo e contra todos, mas com a vontade do povo. Veio Dilma Rousseff, a primeira mulher presidenta, que carrega consigo as marcas de uma ditadura que torturava, que matava. Passado.

Em 2012, a menina volta para a universidade pública, pois tem o sonho de ser mestre. Encontra uma realidade que, de tão diferente, parece ser sonho: brancos, negros, brasileiros, africanos, pobres e ricos; estrutura, programas de bolsas estudantis, auxílio a eventos que fomentam a pesquisa. A menina gostou tanto que resolveu agora ser doutora, para garantir um ensino de qualidade para seus alunos da escola particular. Lá as coisas também estão muito diferentes… alunos vindos de escolas públicas tendo a oportunidade de estudar gratuitamente, editais de pesquisa e extensão, incentivo à qualificação docente.

A menina vive hoje o que cantava há 13 anos (!), a utopia não parece mais tão distante. E se a Educação é a chave para a resolução dos problemas de nosso país, não há como pensar diferente: esse é o caminho.

Outubro de 2014. Com lágrimas nos olhos após meses de luta contra o ódio e o preconceito, tenho muito, muito orgulho de dizer que eu sou essa menina e que esse relato não é um conto de fadas. É a minha vida. Uma pequena parte de uma imensa nação que hoje sabe o que é justiça social, que não tem mais cidadãos morrendo de fome. Um país cheio de esperança e sonhos, que são também os meus. É esse país que quero deixar para os meus filhos e é isso que vou ensinar a eles: leiam tantos livros quanto puderem, estudem durante toda a vida, tenham fé e nunca sejam indiferentes com quem sofre.

Hoje é um dia inesquecível.

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