Poesia de aniversário

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Um presente lindo que recebi da Amanda, num dia muito especial. Tantas mensagens carinhosas, algumas especiais recebidas na madrugada. Tanta saudade…

Lívia

Tinha tanto dentro dela que nela não cabia. Que dela se espalhava. Que bela ela sorria. Tinha tanto pra mostrar e tanto pra esconder, pra guardar, pra conter.

Mas escolheu não.

Ela sempre escolheu não.

Não ser obviedade, não ser razão. Ser vento, tempestade, ser vulcão.

Tinha dias dentro dela que eram noites. Noites de lua, noites de vida, vida de rua. Porque na noite acordava e adormecia. Pra viver, se espalhar, ser poesia.

Tinha tanto dentro dela, que perdia. Tinha medo, se escondia. Mas num sopro do silêncio se erguia. Se encantava. Sim, vivia.

Se eu pudesse dar a ela um grande presente, escolheria uma fortuna de sóis e cores. Um tanto de paz, outro de amores. Uma vida longa pra que se perdesse e se achasse. Tantas e quantas vezes lhe doesse. Quantas e tantas vezes precisasse.

Faltava pouco pro seu dia, ela sabia. E só ganhava um ano bom quem merecia, quem se jogava, quem se esvaia. Quem se amava, quem se expandia. Quem se lançava, quem não temia.

(A poucas horas de um aniversário, há muitas horas no meu coração).

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