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Crônica de uma despedida triste

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Então…

Parecia que o Varanda estava mesmo à espera desse post de despedida da Copa. Chegava em casa com mil pensamentos para escrever e, não sei por que, não conseguia. E assim passaram os jogos do Brasil com Costa do Marfim, Portugal e Chile.

Mas hoje é diferente. Preciso escrever – e que bom que aqui posso me expressar como bem entender – que estou muito triste com essa derrota. Tanto quanto em 98 e 2006. Gosto do Dunga, nunca escondi isso, e admiro especialmente os jogadores. Mas a vitória resolveu escolher outro caminho.

Coisas que a gente não sabe explicar. E não venham me dizer que a Holanda jogou melhor. Todos eram unânimes no primeiro tempo: o Brasil marcava com eficiência e poderia ter aumentado o placar, não fosse a qualidade técnica do goleiro laranja.

Desta vez, não houve grandes erros da arbitragem, mas o juiz foi um dos grandes responsáveis pelo desfecho no segundo tempo. Parando o jogo a cada faltinha, o Brasil foi ficando nervoso, inquieto. E o jogo passou a ser favorável para quem tivesse mais frieza. Nós todos sabemos que o Brasil não é um país frio. E a Holanda?

A Holanda amou o jogo truncado, feio de ver. Apitar zilhões de faltas era parar o contra-ataque do Brasil, a arrancada do Kaká. Frios, eles souberam aproveitar as oportunidades. Bom futebol? Longe disso.

O Brasil perdeu pra si mesmo, emocionalmente. Apesar de unido, coeso, comprometido, não estava preparado para uma guerra de nervos. Deveria estar? Sim. Mas dá pra culpá-los disso? Não.

Pensar em 2014 é um alívio e uma angústia, ao mesmo tempo. Por isso, prefiro tirar férias do futebol, um período de descanso mental. Dane-se Argentina, Alemanha e afins. Como flamenguista, não tenho o costume de torcer contra nenhum outro time. Sou Brasil e ponto final.

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Bola rolando, Brasil!

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Vida voltando a ser corrida, mas é sempre um ótimo descanso escrever aqui. Ainda mais pra comentar o jogo de estreia do Brasil na Copa, angustiante de ver!

Primeiro, um Brasil lento, enrolado com a marcação adversária. Igualzinho ao jogo que assisti no Maracanã em 2008. Deu medo, confesso! Mas acredito na Seleção e pela primeira vez concordei com o Galvão: o Brasil voltaria melhor no segundo tempo.

E voltou mesmo. Kaká dando arrancadas, Elano fazendo gol (!!!), Maicon se revelando, a cada dia, um craque na lateral. Robinho merecia ter feito o dele e Juan não merecia ver a rede do Brasil balançando. Na Copa, qualquer desatenção pode ser mesmo fatal.

Fato é: conquistamos 3 pontos, somos primeiro no grupo e o Dunga continua se vestindo muito mal. Com ou sem Herchcovitch!

Agora é pra valer

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A Copa está chegando e eu ainda não comprei minha camisa! Vou ter que esperar até o fim do mês, já que não posso trair minha loja favorita e comprar em outro lugar. E como só irei em Curitiba no fim de junho, o jeito é improvisar o modelito verde e amarelo pros primeiros jogos.

Com ou sem camisa, fato é que o amistoso de ontem mostrou que a nossa seleção tem um banco bem interessante. Dependendo do adversário, os reservas podem dar fôlego e ser decisivos numa vitória. Mas sem exageros, por favor… tem gente já iniciando um “clamor” pela segunda formação da seleção. Menos, Galvão!

Aliás, ontem tomei uma decisão: ao assistir aos melhores momentos do jogo na SporTV, com Luís Carlos Junior e Paulo Cesar Vasconcelos, percebi a mudança no nível da transmissão. Adeus, Globo. Prefiro narradores a adivinhadores de pensamento.

E não é que começo a trabalhar um dia antes do primeiro jogo do Brasil? Tô ansiosa pra saber como será esse momento na companhia de pessoas novas. Terei que conter minha empolgação pra não assustar, rsrs.

Em casa, vou ter que aguentar o marido torcendo pra Argentina, pode? Até fizemos uma aposta: se o Brasil ganhar, eu ganho um vestido à minha escolha; se perder, ele ganha uma camisa dos hermanos. Mais um motivo pra torcer pra Seleção Canarinho!

A Copa do Mundo é nossa

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Atenção, leitores: inauguramos hoje o VARANDA NA COPA! Sim, eu sei que essa notícia não vai mudar o mundo e que a Copa já é assunto aqui há muito tempo, mas nada como uma ideia num dia chuvoso. Estava aqui lembrando que na Copa de 2006 eu tive um blog no Globo Online, no qual eu escrevia sobre a emoção de acompanhar os jogos no meu local de trabalho. Foi uma experiência muito legal e pensei que nada me impede de repetir a dose, já que tenho um blog e, vamos lá, alguns leitores!

Oficialmente, a Copa começa só no  dia 11, mas os amistosos já estão dando um gostinho de como serão nossos próximos 50 dias. Ontem, estava conversando com o marido sobre a relevância dos incríveis jogos do Brasil com Zimbábue e Tanzânia, se compararmos com partidas como México e Itália; Espanha e Coreia do Sul, por exemplo. Perguntei a quem interessa a realização desses jogos, já que, vamos combinar, é melhor treinar com o time dos garçons do Aterro. Ele me respondeu que isso é coisa da CBF, que arranja esses jogos malucos porque ganha muito dinheiro.

Imediatamente pensei no chororô que a imprensa brasileira está fazendo com as restrições do Dunga. Já ouvi vários jornalistas reclamando que a culpa da zona de 2006 não foi da imprensa, mas sim da… CBF. Bingo! Então fica minha singela pergunta: por que todos generalizam essa “entidade” chamada CBF e ninguém responsabiliza seu presidente, Ricardo Teixeira? Por que a imprensa prefere destilar todo seu veneno contra o Dunga, se ele não é o culpado nem dos amistosos de faz de conta, e nem da blindagem da imprensa?

Pra mim, os amistosos terão um efeito psicológico importante: a energia dos africanos e a paixão que eles têm pela Seleção Brasileira em nada se parece com a chuva de críticas que os jogadores receberam no Brasil. Todo o mundo considera o Brasil favorito, menos os brasileiros (isso inclui imprensa e o povão). Já disse aqui e repito: eu acredito na Seleção porque esses jogadores ganharam tudo até agora. Com ou sem futebol show.

Então, amigos do Varanda: bora acompanhar todos os detalhes dessa Copa tão especial, com vuvuzelas, jabulanis e tudo mais!

Pra frente, Brasil

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Com Facebook e Twitter, fica fácil se expressar no exato momento em que tudo acontece. Foi assim logo após a convocação da Seleção Brasileira de futebol, que vai representar o nosso país na Copa do Mundo 2010.

Muito eu falei, discuti, concordei e discordei de amigos. Mas aqui posso fazer um condensado do meu pensamento sem limite de caracteres!

Eu gosto do Dunga. Quem leu aqui e aqui pode comprovar isso. Gosto desde 94, sempre admirei seu jeito de líder no campo, sua garra. Mas é difícil gostar do Dunga. Ele é mais educado que o Murici (desse não gosto mesmo!), mas não faz questão de bajular a imprensa. Incluindo a Globo.

E foi justamente na imprensa que começou esse “clamor” (até a palavra virou jargão) pelo Neymar e Ganso. Existe uma técnica muito comum no jornalismo: o repórter pergunta de um jeito que o entrevistado não tem outra coisa a não ser responder exatamente o que ele queria. Chegou ao ponto de até a Dilma e o Serra “clamarem” pelos dois. Ficou forçado e muito feio.

Senti vergonha alheia na coletiva, logo após o anúncio dos 23. Era um tal de perguntar “Dunga, mas o técnico X levou o Pelé com 17 anos”, “O técnico Y não levou o Maradona e é marcado até hoje por isso”. E ele, com uma vontade imensa de rir na cara de todos (porque eu faria isso, na boa), teve que explicar que não é prudente comparar Neymar com o Pelé. (!)

Juntar bons jogadores – ainda mais no Brasil – não é difícil. Mas formar um time é mais complicado, exige muito raciocínio e liderança. Eu queria o Adriano na seleção e o Dunga disse que, pelo coração, também o levaria. Mas a responsabilidade de levar um jogador com a cabeça fraca é enorme. E ele optou pela razão.

Esse ano não vamos ver  “quadrado mágico”, nem entrevista às duas da manhã pro Jornal Nacional. Mas vamos ver uma seleção disposta a vencer. E isso, pra mim, é suficiente. Estou contigo, Seleção Canarinho!

Bem, amigos…

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Há tempos queria escrever este post, e confesso que assistir ao “Bem, amigos” de ontem acelerou o processo. O assunto hoje é… seleção brasileira de futebol e Copa do Mundo 2010.

Não, não quero que o Dunga leve o Neymar. Me digam o que o time do Santos fez ano passado? Tudo o que eles têm até agora é a iminência da conquista de um campeonato estadual. Ele está jogando muito, mas há pouquíssimo tempo! E nunca, eu disse, nunca vestiu a Amarelinha. Se você fosse treinador, realmente levaria o Neymar? Depois de 3 anos e meio de trabalho, aparece um craque (sim, ele é craque), mas ainda muito inexperiente. Ele não pode pegar a vaga de quem tem sido sempre convocado, com todos os méritos. Não é justo.

Galvão ontem estava mais irritante que o de costume. Tentava convencer a todos de que o Dunga “deve levar os meninos e ver o que acontece”. Alôô, como assim ver o que acontece? E a responsabilidade do técnico, onde fica?

Com relação ao Ganso, aí a história muda de figura. Porque a seleção não precisa de um atacante de imediato. Adriano e Luís Fabiano matam a pau. Já o Ganso poderia ser um bom reserva do Kaká e o Brasil realmente está com carência nessa posição. Além do mais, o Kaká preocupa fisicamente. Então, a convocação do Ganso é plausível, até porque, na minha opinião, ele é mais inteligente tecnicamente que o Neymar.

Galvão disse que não existe “campanha” pela convocação deles, existe “clamor”. Ah, faz-me rir. O Paulo Cesar Vasconcelos era o único coerente entre Renato Mauricio Prado, Caio, etc. Ele e o Romário, que falou super bem sobre o assunto.

A seleção do Dunga pode não ser a de jogadas mais bonitas, como a de 70. Pode não ser a mais carismática, como a de 2006. Mas tem tudo para ser guerreira como a de 94. Se o Dunga conseguir formar um time, com tudo o que essa palavra significa, leva o título. E ele tem feito tudo para que esse time se mantenha unido e tenha a mesma filosofia e comportamento. Por isso não leva o Gaúcho. Destoaria.

Sabe os meninos do vôlei? Que são conhecidos por serem super família, por levarem as esposas aos jogos? Pois é, pode ser piegas, mas isso faz toda a diferença. A seleção do Dunga é a seleção do compromisso, da força de vontade, da valorização da família e do bom exemplo. É a seleção dos atletas de Cristo.

Por isso me irritei tanto com o Galvão ontem. OK, sempre me irrito, mas ontem foi demais. Ele foi infeliz em todo o programa, batendo nessa tecla da convocação e tentando arrancar do Romário, a todo custo, a manchete do dia seguinte: “Romário pede convocação dos garotos do Santos”. Mas Romário não deu a manchete! Ponto pro Baixinho.

Então, resumindo a história: Não ao Neymar, talvez ao Ganso e a certeza de que veremos uma seleção unida, coesa e determinada a jogar um futebol eficiente. E, quem sabe, com alguns lances de genialidade. Não duvidem do Luís Fabiano e do Adriano.

Sobre métricas e afins

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futebolHá tempos andava intrigada com uma estatística do blog. O post “A exceção do óbvio”, no qual falo sobre o Flamengo, é campeão consecutivo de visualizações diárias. Vocês podem perceber isso no item ao lado “Os mais acessados”.

OK, o Flamengo tem a maior torcida do Brasil, então muita gente deve procurar por esse nome nos buscadores. Mas, no Google, por exemplo, ao digitar “flamengo”, meu blog está longe de aparecer, claro. Também usei a palavra como tag, mas isso, por si só, não traria tanta relevância.

Para vocês terem uma ideia: só ontem, foram 121 acessos neste post. Levando em conta que o blog todo está com 13.700 acessos, a audiência desse post é impressionante!

Depois de discutir com os amigos do trabalho, acabamos descobrindo que o grande segredo está na imagem que coloquei no post. Isso mesmo: coloquei o out dela com o nome de flamengo e, ao digitar no Google Images, bingo! Ela é a terceira que aparece.

Ou seja: mesmo sem ter a menor intenção, acabei selecionando de forma eficiente as palavras-chave. O que não quer dizer absolutamente nada neste caso, porque a grande maioria não deve nem ler o post :). Se bem que recebi diversos comentários de desconhecidos, que tiveram paciência para ler e ainda falar sobre o post!

Lição aprendida: a partir de hoje, só falo de Flamengo. Brincadeirinha… Não fico divulgando o número de visitas do meu blog simplesmente porque não acho mesmo que eu escreva algo de tão interessante assim. Meus amigos me leem, comentam e isso pra mim está ótimo. Escrevo porque sempre escrevi e assim vai ser, até quando eu puder. Mas esse episódio do Flamengo me chamou atenção, tenho que confessar.

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Hoje li essa poesia e amei. Concordo com ela e procuro viver minha vida exatamente dessa forma.

A vida é uma escuridão, exceto quando há impulso.
E todo impulso é cego, exceto quando há saber.
E todo saber é vão, exceto quando há trabalho.
E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor.
Gibran