Arquivo da categoria: Jornalismo

Era uma vez uma mestranda…

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Essa conquista, que tem um significado tão especial, me ensinou uma coisa: o tudoaomesmotempoagora dá certo quando você se dedica de verdade. Não há segredo. Só muito esforço.

Dá um frio na barriga de pensar nos próximos dois anos, mas dá também uma vontade enorme de investigar e pesquisar sobre o tema pelo qual me apaixonei: as erratas no jornalismo online sob o ponto de vista ético. Então, mãos à obra. UFSC, me aguarde que eu tô chegando!

 http://www.ielusc.br/portal/?COM&NOT=2814

Catarse-me

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A vida de professora tem me surpreendido a cada dia. E não é clichê. Embora este tenha sido um sonho adormecido em mim desde criança, jamais poderia imaginar o quanto aprenderia em tão pouco tempo. A paixão pela pesquisa acadêmica, a vontade de ensinar de um jeito diferente, a convivência com outros professores que se tornaram mestres pra mim. Presente atrás de presente.

Exemplificando: Alunos de Jornalismo são criativos. Pra quê enviar um email para a professora solicitando um arquivo se eu posso fazer uma poesia? Nem preciso dizer que fiquei rindo sozinha quando li essa pérola:

Professora querida do meu coração,
Venho por meio deste fazer uma questão.
Podes me mandar o texto para sábado por aqui?
Tive problemas com o arquivo pelo face mandado
Porque na hora em que abri,
Apareceu o aviso: ele está danificado.

Então, se possível, me manda o que é pra ler,
Pois daí, certamente, engordarei meu saber
E uma boa prova, poderei desenvolver 🙂

 Exemplificando 2: Orientar Projetos Experimentais tem sido um dos meus maiores desafios, certamente. Durmo pensando nos projetos, sonho com as produções. Por mais que tenha repulsa ao conceito “workaholic”, confesso que é difícil desligar ao ver o fim do semestre se aproximando.

O projeto da Bárbara e da Guta que, desde o começo já fez brilhar meus olhos, é um webdoc sobre a morte de animais marinhos no litoral catarinense. Uma reportagem investigativa sobre um tema muito relevante. Desde a primeira orientação, elas vieram com a ideia de inscrever o webdoc no Catarse, site de financiamento colaborativo (nome bonito: crowdfunding). É claro que incentivei, dei ideias e senti o quanto elas queriam que desse certo. E deu.

Ter um projeto no Catarse é mais do que fazer algo legal. É acreditar na boa ideia e no poder da cultura colaborativa. Se antes as pessoas pensavam que a internet isolaria os indivíduos em seus “mundos”, hoje temos a prova de que ela pode democratizar o conhecimento e gerar um engajamento voltado para o bem. É possível executar um projeto sem vislumbrar o lucro. Parabéns, meninas, por me deixarem fazer parte dessa iniciativa tão especial.

Para quem está lendo esse post, ajude o “Na Malha Fina”! Participe dessa investigação pela preservação das espécies marinhas. Saiba mais aqui e/ou clique na imagem abaixo para ir direto para o Catarse.

Eu e Dines, Dines e eu

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Alberto Dines está completando 80 anos, dos quais 60 no Jornalismo. Assistindo à sua entrevista no Programa Roda Viva, lembrei do dia em que o entrevistei. Foi um momento tão marcante pra mim que ainda lembro de todos os detalhes, 8 anos depois.

Estava trabalhando na pesquisa para minha monografia de graduação. Escolhi um tema cuja bibliografia era bastante escassa: a relação entre Antônio Carlos Magalhães (ACM) e a imprensa no Brasil. Todos sabiam que se tratava de uma relação de poder e troca de favores, mas quase ninguém falava sobre o assunto. O “quase” era o Dines.

Ele publicou diversos artigos com denúncias, apurações e pesquisas sobre a influência de ACM com os jornalistas e donos de Jornais. Por isso, se tornou a principal fonte para minha pesquisa. Conseguir uma entrevista com ele enriqueceria muito meu trabalho.

E corri atrás. Mandei email pro site do Observatório da Imprensa e logo obtive resposta. Dines me atenderia antes do início de seu programa de TV na Cultura. Felicidade sem tamanho para uma aprendiz de jornalista. Comecei a pensar nas perguntas, em todas as minhas dúvidas e no que poderia descobrir por meio daquela conversa.

Nunca vou esquecer aqueles 30 minutos. Dines foi extremamente gentil e paciente, exceto quando se exaltou relembrando seus episódios com ACM (ele foi inclusive processado pelo ex-senador). Após a entrevista, ainda assisti ao programa inteiro e saí de lá com a certeza de que tinha conhecido uma das pessoas mais importantes na minha profissão.

Hoje, quando vejo Dines falar sobre as novas tecnologias, sobre o Twitter, Facebook e afins, penso no quanto suas palavras são importantes e devem ser ouvidas em meio a tantos modismos. “Inteligência vende”, disse ele.

Vida longa ao mestre.