Arquivo da categoria: Um pouco de tudo

Setembro chegou

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E com ele, declaro oficialmente aberta a temporada de viagens:

Espírito Santo > Rio de Janeiro > Madrid > Bilbao > Montevidéu.

É, não dá pra reclamar. Porque a vida é uma viagem emocionante.

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“Eu sou meu voto. Meu voto não é só pra mim. Meu voto é para todos.”

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Janeiro de 2001, Fórum Social Mundial. À beira do Guaíba, uma menina de apenas 20 anos, que tinha em si ‘todos os sonhos do mundo’, cantava: ‘Aqui um outro mundo é possível se a gente quiser’.

A menina, que cresceu com livros na mão e que discutia política com o pai desde cedo, resolveu ser jornalista. Na universidade, era preciso resistir a um nítido sucateamento do ensino público superior. Durante os 4 anos, não houve férias em janeiro, por conta das constantes greves. Eram dias difíceis, mas ao mesmo tempo preciosos, pois eles ensinaram à menina que só um governo que priorizasse a educação e a igualdade social poderia revolucionar o país com o qual ela sonhava.

Veio Lula, contra tudo e contra todos, mas com a vontade do povo. Veio Dilma Rousseff, a primeira mulher presidenta, que carrega consigo as marcas de uma ditadura que torturava, que matava. Passado.

Em 2012, a menina volta para a universidade pública, pois tem o sonho de ser mestre. Encontra uma realidade que, de tão diferente, parece ser sonho: brancos, negros, brasileiros, africanos, pobres e ricos; estrutura, programas de bolsas estudantis, auxílio a eventos que fomentam a pesquisa. A menina gostou tanto que resolveu agora ser doutora, para garantir um ensino de qualidade para seus alunos da escola particular. Lá as coisas também estão muito diferentes… alunos vindos de escolas públicas tendo a oportunidade de estudar gratuitamente, editais de pesquisa e extensão, incentivo à qualificação docente.

A menina vive hoje o que cantava há 13 anos (!), a utopia não parece mais tão distante. E se a Educação é a chave para a resolução dos problemas de nosso país, não há como pensar diferente: esse é o caminho.

Outubro de 2014. Com lágrimas nos olhos após meses de luta contra o ódio e o preconceito, tenho muito, muito orgulho de dizer que eu sou essa menina e que esse relato não é um conto de fadas. É a minha vida. Uma pequena parte de uma imensa nação que hoje sabe o que é justiça social, que não tem mais cidadãos morrendo de fome. Um país cheio de esperança e sonhos, que são também os meus. É esse país que quero deixar para os meus filhos e é isso que vou ensinar a eles: leiam tantos livros quanto puderem, estudem durante toda a vida, tenham fé e nunca sejam indiferentes com quem sofre.

Hoje é um dia inesquecível.

Um dia típico

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Hoje meu dia não começou bem. Acordei assustada e perdi o ônibus. Deveria estar no mestrado, em Floripa, e não conseguir cumprir meus compromissos é algo que realmente me deixa chateada.

Mas agora eu vou me arrumar pra ir no sebo procurar livros de Rubem Braga. E amanhã tem a formatura dos meus alunos queridos, tão queridos que chega a doer o coração.

Noite de chef

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Foram dois meses em casa, até conseguir um trabalho bacana. Nesse tempo, vesti a camisa “dona de casa” e fiquei viciada em programas de culinária. Sou filha, neta e sobrinha de italianas pra lá de talentosas, e acho mesmo que essas coisas estão no sangue.

Lembro que minha mãe deixava eu e minhas irmãs irmos pra cozinha aos sábados, quando éramos pequenas. A gente mais atrapalhava que outra coisa, mas amávamos ajudar a fazer o almoço. As secretárias que trabalharam lá em casa também têm uma contribuição toda especial nesse meu gosto pela cozinha, elas tinham a maior paciência com a gente e ensinavam direitinho (ain, deu até vontade de chorar agora, lembrando dessa época).

Voltando do mini flashback: Marido curtiu muito essa fase de provador de pratos inusitados. Porque o arroz com feijão eu já sei fazer, né? Então, o ápice da minha ousadia se deu quando vi o programa Que Marravilha!, do GNT, com o Claude Troisgros. Ele ensinou uma arquiteta a preparar um jantar para seu marido em comemoração ao Dia dos Namorados.

Prestei bem atenção em tudinho e, no outro dia, fui correndo pro site anotar as receitas e pro supermercado, comprar os ingredientes. Só o nome dos pratos já era de assustar qualquer iniciante: Peixe à Belle Meunière (prato principal) e Morango Amado (sobremesa), além do vinho Chardonnay.

E não é que deu certo? As fotos abaixo estão aí pra mostrar à posteridade que estou quase uma chef profissional. Marido aprovou com louvor e me recompensou à altura… Pano rápido! 🙂

Peixe à Belle Meunière: linguado com amêndoas, alcaparras e molho à base de manteiga

Morango Amado: delícia de morango, passas e licor com sorvete de creme e biscoito crocante.