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Sobre métricas e afins

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futebolHá tempos andava intrigada com uma estatística do blog. O post “A exceção do óbvio”, no qual falo sobre o Flamengo, é campeão consecutivo de visualizações diárias. Vocês podem perceber isso no item ao lado “Os mais acessados”.

OK, o Flamengo tem a maior torcida do Brasil, então muita gente deve procurar por esse nome nos buscadores. Mas, no Google, por exemplo, ao digitar “flamengo”, meu blog está longe de aparecer, claro. Também usei a palavra como tag, mas isso, por si só, não traria tanta relevância.

Para vocês terem uma ideia: só ontem, foram 121 acessos neste post. Levando em conta que o blog todo está com 13.700 acessos, a audiência desse post é impressionante!

Depois de discutir com os amigos do trabalho, acabamos descobrindo que o grande segredo está na imagem que coloquei no post. Isso mesmo: coloquei o out dela com o nome de flamengo e, ao digitar no Google Images, bingo! Ela é a terceira que aparece.

Ou seja: mesmo sem ter a menor intenção, acabei selecionando de forma eficiente as palavras-chave. O que não quer dizer absolutamente nada neste caso, porque a grande maioria não deve nem ler o post :). Se bem que recebi diversos comentários de desconhecidos, que tiveram paciência para ler e ainda falar sobre o post!

Lição aprendida: a partir de hoje, só falo de Flamengo. Brincadeirinha… Não fico divulgando o número de visitas do meu blog simplesmente porque não acho mesmo que eu escreva algo de tão interessante assim. Meus amigos me leem, comentam e isso pra mim está ótimo. Escrevo porque sempre escrevi e assim vai ser, até quando eu puder. Mas esse episódio do Flamengo me chamou atenção, tenho que confessar.

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Hoje li essa poesia e amei. Concordo com ela e procuro viver minha vida exatamente dessa forma.

A vida é uma escuridão, exceto quando há impulso.
E todo impulso é cego, exceto quando há saber.
E todo saber é vão, exceto quando há trabalho.
E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor.
Gibran

A exceção do óbvio

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flamengoHá tempos não falo sobre futebol aqui no blog. Mas não é por falta de assunto, afinal, meu time é penta-tricampeão Carioca e eu não passo um dia sequer sem assistir a um programa esportivo. Até tento, confesso, mas o marido não deixa.

Impressionante como os homens têm a capacidade de assistir ao mesmo replay de gols do fim de semana 50 vezes. Dá pra decorar com que pé o jogador chutou a bola, se estava impedido, se foi falta. Talvez seja por isso que eles têm uma memória futebolística invejável.

Mas quero falar sobre o jogo de domingo: Flamengo x Cruzeiro e sobre as peculiaridades de um esporte que, por isso mesmo, é tão fascinante. Foi um jogo e tanto, como há tempos não via. Nível técnico excelente, poucas faltas, poucos passes errados. O Flamengo jogou muito melhor durante todo o jogo, estava com um jogador a mais e… perdeu por 2×0.

Aproveitando as poucas oportunidades e não desperdiçando pênaltis, o Cruzeiro chegou a uma vitória não merecida, mas legal. Ganha quem faz mais gols, essa regra é clara. No entanto, por que a bola do Flamengo não entrava de jeito nenhum? Culpa dos atacantes, dos laterais?

Não me sinto habilitada a analisar taticamente o jogo e muito menos a avaliar o técnico Cuca. Meu interesse é justamente em perceber que o futebol é um esporte ingrato, em que nem sempre o melhor vence. Ganha o mais competente, o que aproveita melhor as oportunidades. Daí vem a conclusão: por isso é um esporte apaixonante, por ser imprevisível.

No domingo, a vitória do Flamengo era uma questão de tempo. Júnior, craque do time na década de 80/90, concordava com a superioridade do rubro-negro. Mas não foi o que aconteceu e o placar terminou inquestionável.

Tomara que a maior torcida do mundo consiga perceber que esta derrota, vá lá, ficou com um gostinho de revanche…